Faculdade São Camilo

Biblioteca Padre Leocir
Pessini
Clipping
On-line
Ano 6 , n.217
De 17/10 à 23/10/05
Sumário de Matérias
-Um sistema de recompensas que realmente
funcione, Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005
-Planejar é essencial para o sucesso, A Tarde, 23/10/2005
-Investigação
no Roberto Santos, A Tarde, 21/10/2005
-Droga
revela eficácia contra câncer de mama, A Tarde, 21/10/2005
-Programa Saúde da Família já atende 44% da
população baiana, Correio da Bahia,
21/10/2005
-Universidade,Invenção ocidental,
Revista
Ensino Superior. Edição 85, out./2005
-Pesquisa revê probabilidade do risco em cirurgias de
estômago, A
Tarde, 20/10/2005
-Pesquisas científicas com seres humanos ainda
causam polêmica, Correio da Bahia,
19/10/2005
-Hospitais devem elaborar plano de gerenciamento
dos resíduos, Correio da Bahia, 18/10/2005
-O
que é a gripe das aves?, A Tarde, 17/10/2005
Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005
ACESSE UPDATE
Um sistema de recompensas que
realmente funcione
|
Temas | Recompensas, Gestão de pessoas, Incentivos |
|
Publicado | Setembro/Outubro |
Isso é possível? Sim. Basta que esteja alinhado com a estratégia da empresa. Quando esse alinhamento não acontece, você pode estar estimulando comportamentos indesejáveis. Artigo Harvard.
A Tarde,
23/10/2005
Empregos
Empresas
Planejar é essencial para o sucesso
Empresas brasileiras ainda negligenciam o processo, enquanto multinacionais
prevêem ações por até 15 anos
GERALDO BASTOS
A importância do planejamento estratégico como ferramenta decisiva do
desenvolvimento institucional encontra hoje grande reconhecimento, seja no
âmbito empresarial ou entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil.
Para os administradores e consultores de empresas, a organização sem
planejamento é como um barco à deriva, sem rumo, que não age, apenas reage às
marés e ao vento. Em outras palavras: as mudanças são constantes e aceleradas e
as empresas que não forem capazes de se planejar, com uma visão muito clara de
como diferenciar-se de seus concorrentes, serão facilmente aniquiladas por
eles.
“Planejar é o exercício de fazer escolhas. É a construção de um caminho que
possibilita sair da situação atual para a desejada”, diz Paulo Manso Cabral,
diretor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Ele explica que o planejamento estratégico determina o rumo da organização nos
próximos anos, como ela vai chegar lá e como ela vai saber se chegou lá ou não.
Manso Cabral conta que o empreendedor que utiliza o planejamento terá uma série
de diferenciais em relação ao seu concorrente. “Somente um bom planejamento
permite que o empresário corrija rumos e se ajuste aos novos tempos”, observa.
TEMPO – O diretor do Sebrae ressalta que as pequenas e microempresas
brasileiras ainda negligenciam a arte de planejar. “Muitas vezes, o empresário
tem que dar conta de uma série de atividades. Cuidar do negócio, da relação com
fornecedores, clientes, governo, família, que acaba abrindo mão do
planejamento”, enfatiza Manso Cabral. “Mas é preciso reservar um determinado
momento do dia para ter a tranqüilidade para planejar, pensar, criar e
recriar”, recomenda.
É o que faz o empresário Luciano Mandelli, proprietário da Tidelli –
especializada na produção de móveis para áreas externas. Ele conta que a
empresa que deseja crescer e se consolidar no mercado precisa ter um plano de
negócios, onde possa tirar o máximo proveito dos seus diferenciais
competitivos.
Na Tidelli – conta o empresário – cada setor tem suas metas. Existem ainda as
metas individuais para cada funcionário e para cada loja que revende os
produtos da empresa. “Sem metas não há planejamento”, frisa Mandelli.
AMEAÇAS – Cristina Maslowsky, gerente de marketing da Claro, diz que o
planejamento estratégico na empresa é feito pelo menos uma vez ao ano, entre os
meses de novembro e dezembro. Com isso busca-se traçar objetivos e metas para o
ano seguinte, definindo um projeto consistente para a organização. “Ao adotar
essa ferramenta de gestão, a empresa visa conhecer suas forças, identificar as
ameaças e oportunidades do mercado e, a partir daí, definir prioridades e
planejar ações”, afirma Cristina.
Para o consultor Eduardo Ramos Mota, da empresa paulista Mota & Company,
quem não planeja o seu futuro torna-se mais vulnerável às oscilações e mudanças
no mercado. Planejamento, diz ele, é uma ferramenta de gestão que tem como
propósitos ajudar a empresa a realizar um trabalho melhor, focar sua energia e
garantir que os membros da organização estejam trabalhando em direção aos
mesmos objetivos. “É o esforço disciplinado para que sejam tomadas decisões
fundamentais e que sejam colocadas em prática as ações que modelem e guiem a
empresa para que ela saiba o que é, o que faz e por que faz, com foco no
futuro”, assinalou.
FUTURO – Jayme Nigri, sócio-diretor da consultoria New Marketing,
explica que, nas grandes empresas, o planejamento estratégico é desenvolvido
com a assistência de profissionais experientes que, após a análise do cenário
atual, “constroem” o cenário futuro procurando antecipar todas as variáveis,
definindo as ações a serem implementadas para atingir a vantagem competitiva
desejada. As multinacionais trabalham com planejamentos para 10 ou até 15 anos.
“Mas pensar a empresa de forma estratégica para os próximos dois ou três anos é
mais do que suficiente”, conta Nigri.
Ele diz ainda que o planejamento é uma das maiores armas para se atingir o
sucesso. Planejar, acrescenta o consultor, é estudar o mercado, analisar a
concorrência, elaborar um plano de ação baseado em estatísticas, dados,
expectativas, e muitas outras informações. Porém – ressalta ele – as empresas
brasileiras não têm a cultura do planejamento.
“O planejamento ainda é algo novo e desconhecido para as organizações”, garante
Nigri. “As equipes não buscam estudar o mercado e analisar a concorrência para
criar o seu próprio planejamento; elas apenas recebem as metas e executam as
atividades conforme as necessidades imediatas”, enfatiza.
Etapas a seguir
Não há um modelo fechado, mas o planejamento estratégico usualmente passa por
quatro fases:
Avaliação estratégica
· Identificação dos
principais aspectos facilitadores (oportunidades) e dificultadores (ameaças)
encontrados no ambiente externo. E também a identificação dos aspectos
facilitadores (forças) e dificultadores (fraquezas) encontrados no ambiente
interno da empresa.
Definição das prioridades
· Consiste
basicamente em responder à pergunta: o que não pode deixar de ser feito pela
empresa para fazer frente às ameaças e às fraquezas e para potencializar as
oportunidades e as forças?
Programação das ações
· Deve-se definir
como fazer (as ações necessárias), quem vai fazer (os responsáveis por sua
realização), quando vai ser feito (os prazos de realização) e quanto vai custar
(os recursos financeiros necessários).
Monitoração
·
O acompanhamento permanente das etapas anteriores é que vai garantir os
bons resultados.
Fonte: Eduardo Ramos Mota (Mota & Company)
A Tarde,
21/10/2005
Local
Saúde
Investigação no Roberto Santos
Quatro mortes na mesma enfermaria em menos de 40 dias motivaram denúncias
contra o hospital levadas ao MP
Cláudia Oliveira
O Ministério Público foi acionado ontem pelo representante comercial Jânio
Barreto para apurar denúncias de negligência médica no Hospital Geral Roberto
Santos. A denúncia teve como base o fato de quatro pacientes internadas na
mesma enfermaria (Ala B, 4º andar) terem morrido em menos de 40 dias.
Uma das pacientes era a sogra de Barreto, Margarida de Araújo Aragão, 75 anos,
que morreu na última quarta-feira no Roberto Santos e foi enterrada ontem à
tarde no Cemitério da Ordem Terceira do Carmo.
É mais um dos processos em apuração no Ministério Público contra o Hospital
Roberto Santos. A promotora de justiça da área criminal Wanda Valbiraci disse
que não podia precisar o número de casos em andamento ontem porque precisava de
tempo para fazer o levantamento. Mas certificou que há várias denúncias contra
o Roberto Santos e outros hospitais da capital, por motivos como erro de
profissionais na área de saúde como imperícia, imprudência e negligência.
A promotora falou que ainda não tinha tomado conhecimento da denúncia formulada
pelo representante comercial, mas falou que será iniciada a investigação. O
denunciante será notificado para prestar declarações e, depois de pegar com ele
a autorização para o acesso ao prontuário médico da paciente, a promotoria vai
solicitar o laudo pericial para tomar as decisões sobre o encaminhamento do
caso.
Três das pacientes que morreram, inclusive dona Margarida, foram citadas em
reportagem publicada em A TARDE no dia 14 de setembro deste ano, que mostrou o
contraste entre a alta tecnologia e a precariedade no atendimento em
enfermarias do Roberto Santos. Na Ala B, do 4º andar, além de dona Margarida
estavam as pacientes Eneldina Francisca Silva, 75 anos, e Iracema Araújo dos
Santos, 33 anos.
Com problemas vasculares, as pacientes estavam em um quarto com camas
enferrujadas. O mesmo acontecia com armários onde eram guardados os pertences
das doentes. Nos banheiros que usavam, não havia tampa para o vaso nem chuveiro
elétrico. A maioria das pacientes tinham lençóis, travesseiros e cobertores
levados por parentes.
Quando entrevistada por A TARDE no mês passado, Iracema Araújo, que aparece com
nome fictício de Joana, disse que ficava com a fralda suja de fezes e urina até
que o marido fizesse a limpeza. Dona Eneldina gritava de dor e ficou por mais
de uma hora (tempo de observação da repórter no local), sem atendimento.
Indignado com o tratamento recebido pela sogra durante internamento no Roberto
Santos, Jânio Barreto disse que além do Ministério Público, vai acionar o
Conselho Regional de Medicina. O Cremeb, por meio da Corregedoria, informou que
também apura denúncias contra esse e outros hospitais, mas o teor das denúncias
não podia ser revelado porque não houve julgamento e sentença.
Barreto contou que a sogra foi internada no Roberto Santos com o dedo do pé
necrosado, devido a diabetes; precisava fazer uma angioplastia e um
cateterismo. “Ela morreu, o exame não foi feito, diziam que ela tinha que esperar
porque havia quatro ou cinco pacientes na frente para fazer a arteriografia,
enquanto isso ela ficou tomando uma bateria de antibiótico”, atestou.
O quadro de dona Margarida, segundo sua filha Marúzia Cristina de Almeida, foi
se agravando. No dia 25, a diretoria do hospital informou que ela não podia
fazer a angioplastia porque apresentava quadro de insuficiência renal. “Ela não
tinha problema renal antes de entrar no hospital, foi aqui que começou a
piorar”, comentou revoltada.
“Minha mãe ficou desidratada, não estavam mais achando as veias dela para
aplicar o soro, ela ficou toda ferida”. Marúzia disse que a mãe começou a ficar
nervosa, cheia de hematomas e sofreu assédio moral por parte de um médico.
Segundo ela, o médico teria dito que o coração de dona Margarida estava
inchado, que ela só tinha 30% do funcionamento dos rins. Por conta disso, a
auto-estima da paciente baixou e ela teria ficado depressiva.
Devido a esses problemas, Marúzia disse que resolveu tirar a mãe do hospital,
pedindo alta no dia 6 de outubro. Ela atestou que pediu um relatório médico
sobre a situação da mãe, mas apenas informaram os procedimentos que foram
feitos e quais remédios dona Margarida teria tomado. “Mas tenho certeza que ela
saiu daqui com quadro infeccioso e a gente não sabia”.
No dia 8, dona Margarida piorou, foi internada na Unidade de Saúde Maria
Conceição Imbassahy e no dia 10, transferida para a UTI do Roberto Santos. “A
médica do Maria Conceição Imbassahy concluiu que ela estava com quadro de
infecção generalizado desde o tempo que esteve internada no Roberto Santos”,
acrescentou Marúzia.
Higiene de paciente era feita pelo marido
O marido da paciente Iracema Araújo, que tinha aneurisma abdominal, Cosme dos
Santos, 30 anos, disse que o quadro da mulher era “gravíssimo” e mesmo assim
ela ficou na enfermaria junto com outras pacientes e expostas à infecção.
Iracema esteve internada no Hospital Roberto Santos há cinco meses, passou por
uma cirurgia e teve alta. Voltou a ser internada com aortite (inflamação da
aorta) no Hospital Santo Antônio e transferida para o Roberto Santos novamente.
Emocionado e chorando muito a perda da mulher, que morreu no dia 27 de
setembro, Cosme dos Santos disse que Iracema teve hemorragia e infecção no
hospital. “Nos últimos três dias, vi que ela estava inchando demais, chamei o
médico e eles diziam que era gazes e efeito do remédio, até que ela ficou mal e
fizeram a cirurgia às pressas”. Ele certificou que houve morosidade na
assistência.
Cosme falou que a mulher foi bem-tratada por membros da equipe médica, mas que
isso não foi regra. Alegou que presenciou descaso de alugns profissionais com
ela e outros pacientes, bem como a falta de higiene. “O banheiro que era usado
pelas pacientes era o mesmo que a gente usava. Achava isso errado, tanto que
limpava o banheiro toda vez que Iracema precisava”.
Era Cosme dos Santos quem trocava a fralda de Iracema e dava banho, além de
colocar pomadas nas feridas que ela contraiu durante a internação. Ele disse
que o colchão que ela dormia estava fundo, pegando no lastro da cama.
Cosme dos Santos falou que não vai procurar a Justiça. “Não sei se vai adiantar
alguma coisa. Mas o que queria era que quando ela começasse a inchar, que eles
tomassem logo uma providência, só fizeram isso quando não tinha mais jeito”,
destacou o viúvo que era casado com Iracema há 11 anos e teve duas filhas. “A
gente cuidava um do outro, agora tenho que cuidar de mim e das minhas filhas,
sem ela”.
Não temos curso de Deus, diz coordenadora
O diretor-geral do Hospital Roberto Santos, José Carlos Pitangueira, recebeu a
equipe de reportagem na última quarta-feira, mas não quis falar sobre as
pacientes. “Para mim elas estão vivas, estou sabendo que dona Margarida morreu
agora”, disse, surpreso, enquanto acompanhava a equipe até a portaria.
Pitangueiras não permitiu o acesso à enfermaria. Disse que estava ocupado com a
inauguração, ontem, do Laboratório de Educação Continuada em Terapia Intensiva
do hospital.
A Secretaria de Saúde do Estado respondeu às acusações por meio de Maria Nita
Ferraz, da Superintendência de Regulação, Promoção e Assistência à Saúde. A
princípio, Maria Nita destacou que o Roberto Santos, nas duas últimas
avaliações de qualidade com foco no controle de infecção, apresentou níveis
acima do esperado, de 70% de qualidade.
Acrescentou que o índice de infecção hospitalar é de 3%, abaixo do aceitável
pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que segundo atestou, é de 5%. Falou
ainda que o índice de morte é 7% do total de internações. São duas mil internações
por mês em média. “Um número excelente para um hospital do porte do Roberto
Santos, abaixo do que aceitável pela OMS, que é de 10%”, afirmou.
Quanto ao caso de dona Margarida, falou que a paciente era idosa, diabética,
foi internada com esquemia dos membros inferiores e não fez a arteriografia por
contra-indicação, uma vez que apresentava insuficiência renal, problema
apresentado mesmo antes de ela ter sido internada, segundo a superintendente.
Ela disse ainda que não é preciso entrar na fila de espera para realizar o
procedimento, tido como prioridade para pacientes internados.
A superintendente Maria Nita atestou que a alta solicitada pela família foi a
contragosto da equipe médica e foi em casa que a paciente teria se debilitado e
enfartado.
A causa da morte apontada pelos médicos foi insuficiência vascular, e as
doenças pregressas foram a diabetes e a hipertensão arterial. “Tudo que podia
ser feito pela paciente foi feito”, afirmou, garantindo que não acredita nas
denúncias de que algum médico teria humilhado a paciente.
Sobre Iracema Araújo, a representante da Sesab, Maria Nita Ferraz, destacou que
a paciente morreu por ruptura do segundo aneurisma de aorta. No tratamento,
segundo Maria Nita, Iracema apresentou seroma abdominal (uma espécie de acúmulo
do líquido no abdômen), que foi drenada e não resistiu à cirurgia do segundo
aneurisma.
Falou que a paciente não teve infecção e que o fato de estar em uma cama com
ferrugem, ou usando lençóis e toalhas que eram trazidos de casa, não apresentava
risco de infecção hospitalar.
A outra paciente que dividia o quarto com dona Margarida e Iracema, Eneldina
Francisca Silva, 75, morreu por infarto agudo no miocárdio e segundo a Sesab
também não teve quadro de infecção.
A coordenadora de gestão da qualidade da Sesab, Márcia Aparecida Feistauer
Gomes, atestou que os pacientes idosos chegam ao hospital apresentando vários
problemas de saúde. “Não temos curso de Deus, por isso que as pacientes de 75
anos morrem”, atestou.
A Vigilância Sanitária do Estado, por meio da diretora Raylene Logrado Barreto,
informou que, no segundo semestre do ano, foi feita uma inspeção no Hospital
Roberto Santos. Ela disse que o relatório está sendo concluído e que o hospital
foi orientado a fazer algumas adequações a exemplo da manutenção de alguns
equipamentos como armários, camas e suportes de soro.
Ela atestou, no entanto, que não foi identificada nenhuma situação de risco
para os pacientes nem funcionários.
Dados do hospital
A unidade, com 700 leitos, tem 2.382 funcionários, sendo 400 médicos
· Atendimentos: 20
mil, sendo 12 mil pela emergência e 8 mil pelo ambulatório
Revascularização - 30
· Cirurgias
vasculares - 600
· Procedimento
invasivos (eventos cirúrgicos) - 1.200
· Ressonância
Magnética - 400
· Tomografia
computadorizada - 600
· Radiografias - 80
mil
· Procedimentos no
Centro de Feridos : 2 mil
· Exames
laboratoriais - 90 mil
· Funcionários -
2.382, sendo 400 médicos
· Leitos: 700
Alguns Serviços
· Tratamento de
hemorragias digestivas
· Insuficiência renal
crônica
· Gravidez de alto
risco
· Prematuros e
prematuros extremos
· Suporte avançado em
UTI - 106 leitos e UTI semi-intensiva
· UTI neonatal,
pediátrica e UTI geral
· Neurocirurgias para
tumores, aneurismas cerebrais, traumatismos da coluna
· Tratamento do
pé-diabético devido a insuficiência renal crônica
· Centro de feridos
que atende a 200 pessoas por dia
· Exames
laboratoriais
Denúncias
Para efetuar denúncias em unidades hospitalares
no Ministério Público
· Dirija-se ao Centro
de Apoio Operacional às Promotorias Criminais
· Av. Joana Angélica,
1.312 - Nazaré, de segunda a sexta, a partir das 13 horas (atendimento por
ordem de chegada)
Na Vigilância Sanitária
·
(71) 3270-5775, divisa@saúde.ba.gov.br
A Tarde, 21/10/2005
Internacional
Estados Unidos
Droga revela eficácia contra câncer de mama
O medicamento Herceptina reduziu em certa de 50% a reincidência de um câncer de
seio pouco avançado do tipo mais agressivo, segundo três testes clínicos
publicados nos Estados Unidos pelo New England Journal of Medicine. O editorial
da revista destacou que os resultados não representam “uma simples evolução no
tratamento contra o câncer, mas uma evolução”.
Richard Gelber, do Instituto Oncológico Dana-Farber, que dirigiu as análises
estatísticas de um dos testes, disse que se trata do resultado mais espetacular
de um tratamento anticancerígeno que ele já observou.
A Herceptina, nome comercial do trastuzumab, é eficaz contra cânceres de seio
tornados muito agressivos pela proteína HER2. Precisamente, o que o medicamento
faz é neutralizá-la.
Correio da Bahia, 21/10/2005
Aqui Salvador
Programa Saúde
da Família já atende 44% da população baiana
Coordenador de atenção básica da União elogia aumento
da cobertura
PSF atua nas áreas mais pobres, onde tem evitado óbitos por
causas banais
Ao participar, na manhã de ontem, na sala de reunião da
Secretaria da Saúde do Estado da Bahia(Sesab), do lançamento do Guia de
Protocolo de Saúde - Atenção Básica, o coordenador de atenção básica do
Ministério de Saúde, Luís Fernando Rolim Sampaio, destacou o significativo
avanço registrado pelo Programa Saúde da Família (PSF) na Bahia que, nos
últimos dois anos, passou de uma cobertura de cerca de 12% da população do
estado para os mais de 44% atuais, já abrangendo 380 municípios baianos.
"Ficamos satisfeitos em constatar que mais do que
expandir o número de equipes de PSF, a Sesab está empenhada em qualificar e dar
condições para que o Programa de Saúde da Família funcione com qualidade e
eficiência", disse Luís Fernando Rolim Sampaio, após ressaltar a
importância do Programa de Certificação da Atenção Básica, implantado pelo
governo do estado.
Pioneiro no país, o Guia de Protocolo de Saúde - Atenção
Básica foi, a princípio, distribuído para os 13 municípios baianos com
população superior a cem mil habitantes. A publicação, que em breve será
repassada aos demais municípios do estado, visa estimular a melhoria da
qualidade da atenção primária prestada à população com vistas à promoção da
saúde e à prevenção de agravos, bem como seu tratamento e reabilitação no
primeiro nível de atenção dos sistemas locais de saúde.
O novo guia foi produzido através do projeto Saúde Bahia,
sob a coordenação do médico Flávio Will, a partir de uma ampla discussão com
todas as áreas técnicas da Sesab e o envolvimento direto de mais de 170
profissionais de saúde do estado e dos municípios. "A expectativa é que
essa publicação impulsione ainda mais o atual processo de expansão e qualificação
do Programa de Saúde da Família (PSF) no estado", afirmou o secretário da
Saúde, José Antônio Rodrigues Alves.
Ao lado da superintendente de Planejamento da Sesab, Maria
do Carmo Tambone, o secretário destacou ainda, em seu breve pronunciamento, que
a atenção básica, embora não seja uma atividade precípua do estado, vem
contando com uma atenção especial da Sesab, sobretudo no que diz respeito à
implantação e à qualificação das equipes de PSF.
Segundo José Antônio Rodrigues Alves, expandir o PSF significa
reorganizar o modelo de atenção à população. "O Programa de Saúde da
Família constitui uma importante porta de entrada do sistema público de saúde e
deve assegurar a assistência integral à população. Por isso, o monitoramento e
a avaliação dos serviços de atenção básica vêm sendo priorizados pela
Sesab", afirmou.
Na avaliação da secretária municipal de Saúde de Feira de
Santana, Denise Lima Mascarenhas, o novo guia será de fundamental importância
no sentido de reestruturar as ações de saúde nos municípios, facilitando
sobretudo o trabalho daqueles que atendem diretamente à população. A secretária
de Saúde de Jequié, Luzia Cavalcanti Pedrosa, concorda e acrescenta que se
trata de um marco de orientação, uma bússola para orientar todos aqueles
profissionais que trabalham diretamente com o PSF.
***
PSF evita óbitos por causas banais
Cada equipe do PSF é composta por um médico, um enfermeiro,
um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde.
Segundo Efigênia Cardoso, diretora de Promoção da Saúde da Sesab, o PSF atua
nas áreas mais pobres de cada município, onde tem contribuído para evitar
óbitos por causas banais, como a desidratação infantil.
A mudança, acrescenta Efigênia, começa pela ação do agente
comunitário de saúde, cuja principal tarefa é fornecer informações em saúde às
famílias. Quando o agente encontra alguém doente, o atendimento passa a ser
responsabilidade da equipe do PSF, primeiro da enfermeira e depois, conforme o
caso, do médico, que irá cuidar do doente em casa ou, se necessário, na unidade
do PSF.
A eficiência do programa pode ser avaliada a partir da
constatação de que cerca de 80% dos casos atendidos por um agente comunitário
são resolvidos pela própria equipe do PSF, sem necessidade de atendimento por
médicos especialistas ou transferência para hospitais.
Revista Ensino Superior. Edição 85, out./2005
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A Tarde, 20/10/2005
Internacional
Estados Unidos
Pesquisa revê probabilidade do risco em cirurgias de estômago
Agência Estado
Chicago – O risco de morte depois de uma cirurgia de redução de estômago é
maior do que se imaginava, até mesmo entre pessoas em seus 30 ou 40 anos,
informa um estudo realizado com mais de 16 mil pacientes do Medicare (sistema
público de saúde dos Estados Unidos).
Algumas pesquisas prévias feitas com pessoas entre 30 e 50 anos – a idade mais
comum entre aqueles que optam pela cirurgia da obesidade – descobriram que a
taxa de morte era de menos de 1%. Mas entre 35 e 44 anos, universo pesquisado
no estudo do Medicare, mais de 5% dos homens e aproximadamente 3% das mulheres
morreram dentro de um ano. Entre os pacientes de 45 a 54 anos, foram
registradas taxas ligeiramente mais altas.
Entre pacientes de 65 a 74 anos, quase 13% dos homens e 6% das mulheres haviam
falecido. ‘‘O risco de morte é muito superior ao que se havia informado
anteriormente’’, disse o cirurgião David Flum, da Universidade de Washington,
que liderou o estudo.
A pesquisa envolveu 16.155 pacientes que foram submetidos à gastroplastia entre
1997 e 2002. Ela será publicada hoje na revista especializada “Journal of the
American Medical Association”.
Os pesquisadores reuniram todas as mortes, sem diferenciar suas causas. Mas
entre as complicações letais da gastroplastia figuram desnutrição, infecção e
problemas nos intestinos e na vesícula.
Flum disse que alguns estudos anteriores sobre a segurança desse tipo de
cirurgia eram uma compilação ‘‘de informes dos melhores cirurgiões que
apresentaram os melhores resultados’’. Agora, segundo ele, o novo estudo é uma
análise de um mundo mais real.
A Sociedade de Cirurgia do Estômago dos Estados Unidos prognostica que serão
realizadas cerca de 150 mil operações desse tipo no país durante 2005.
Correio da Bahia, 19/10/2005
Aqui Salvador
Pesquisas
científicas com seres humanos ainda causam polêmica
Para especialista, não se pode falar em consentimento
livre com cobaias pobres
Ciro Brigham
O professor da Ufba Antônio Nery Filho diz que é a favor das
pesquisas científicas com pessoas ricas
A pesquisa com seres humanos no Brasil tem proteção
normatizada pela Resolução 196/96 do Ministério da Saúde e vigiada por inúmeros
comitês de ética ligados a hospitais, centros de pesquisa, universidades e
órgãos de saúde do executivo. Assim acontece também na maioria dos países do
mundo. O problema é que nem sempre as leis que determinam as condutas e
critérios a serem adotados pelos pesquisadores dão conta de questões éticas
fundamentais como, por exemplo, assumir responsabilidades sobre o surgimento,
nos pacientes, de futuros problemas de saúde relacionados com a investigação.
A Resolução 196/96 é considerada a Bíblia das pesquisas
oficiais com seres humanos no Brasil. É a referência que permite, inclusive, a
publicação dos resultados de uma investigação científica institucional em
revistas indexadas. Até para as pesquisas dos trabalhos de conclusão de curso
nas universidades, os ministérios da Saúde e da Educação têm exigido, como
critério de aprovação, que o projeto passe pelo crivo de um comitê de ética em
pesquisa (CEP), ligado à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
"No início, grande parte dos pesquisadores rejeitou a
reso-lução. Eles achavam que estavam sendo podados, limitados, porque a
obrigatoridade dos termos de consentimento assinados pelos pacientes das
pesquisas afastaria os voluntários", lembra a coordenadora do CEP do
Hospital São Rafael, Regina Oliveira.
Antes de 1996, segundo Regina, os grupos de seres humanos
utilizados como "cobaias" em investigações praticamente estavam à
mercê da sorte e de processos com pouca ou sem nenhuma garantia de segurança.
Hoje, a cada seis meses, os pesquisadores precisam enviar um relatório completo
do andamento da investigação ao comitê de ética em pesquisa a que estiver
subordinado o projeto.
Consentimento - Mesmo com o maior controle sobre as
pesquisas científicas, por conta da observância da Resolução 196/96, ainda
existem objetos de discussão ética relacionados, especialmente, à participação
consentida dos pacientes como sujeitos da investigação. Para o professor e
pesquisador da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antônio Nery Filho, não se
pode falar em consentimento livre e esclarecido enquanto as "cobaias"
forem pessoas pobres.
"Como falar em autonomia de decisão se estas pessoas
que participam das pesquisas estão sempre em situação de absoluta
impossibilidade de recursos financeiros? Se eu não preciso do dinheiro, aí sim
eu posso estar numa posição de decidir livremente se eu participo ou não",
comenta Nery Filho, que completa: "os ricos poderiam ser efetivamente
autônomos, sou a favor de pesquisas com pessoas ricas".
***
Estudos acontecem onde há `massas vulneráveis´
A maioria das pesquisas com seres humanos continua sendo
realizada em países da América Latina, Ásia e África, lugares onde a massa de
vulneráveis é grande, onde os que participam como sujeitos de pesquisa não
cobram, não se queixam e reivindicam menos. Locais onde os enganos produzidos
pelos pesquisadores - que geralmente minimizam os danos e maximizam os
benefícios em seus relatórios - não trazem consigo garantias a respeito de
resultados desconhecidos.
Presos, doentes mentais e crianças também recheiam esse
universo dos problemas de consentimento em pesquisas científicas. "Os
doentes mentais são jogados na vala comum. Mesmo que por lei, por exemplo, a
psicose destitua um sujeito de responsabilidades, ele não poderia tomar a
decisão de ser ou não operado? É preciso definir melhor a relação entre o poder
alienante da doença e a capacidade do sujeito em tomar atitudes, pensar, opinar
sobre sua vida", argumenta o professor.
Questões como os termos de consentimento e as exigências a
serem cumpridas nos projetos encaminhados aos CEPs são dois dos assuntos
debatidos no I Seminário de Ética em Pesquisa Médica, que começou ontem e
termina hoje, no Hospital São Rafael. A medicina crítica os cuidados
paliativos, o final de vida e a morte encefálica. Aids e bioética e os
conflitos entre medicina assistencial e sistemas de saúde também estão sendo
tratados no evento direcionado a profissionais da área de sáude, pesquisadores
e universitários.
Correio da Bahia, 18/10/2005
Aqui Salvador
Hospitais
devem elaborar plano de gerenciamento dos resíduos
Lixo produzido pelas unidades de saúde polui o meio
ambiente e provoca doenças
Daniel Freitas

Lixo hospitalar vem sendo melhor cuidado pelas unidades de
saúde
O lixo hospitalar vem se tornando uma preocupação cada vez
mais recorrente nas grandes unidades de saúde. Com base na Resolução de
Diretoria Colegiada (RDC) nº306, de 7 de dezembro de 2004, a Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece normas de manejo, segregação,
acondicionamento, identificação, armazenamento, coleta, transporte e destinação
dos resíduos de serviços de saúde. Isso significa que os hospitais, por
exemplo, devem atuar com responsabilidade no tratamento do lixo que produzem,
tomando as medidas necessárias para que resíduos infectantes, químicos,
biológicos e radioativos não causem estragos ao meio ambiente nem prejuízos à
saúde humana, como o risco de doenças provocadas por vírus, bactérias e fungos.
O manuseio indevido de resíduos perfurocortantes também é capaz de transmitir
os vírus da hepatite B e C, além do HIV.
Além da RDC nº306 da Anvisa, a questão é disciplinada ainda
pela Resolução nº358/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A
fiscalização do tratamento dispensado ao lixo nos serviços de alta e média
complexidade cabe à Vigilância Sanitária Estadual, enquanto os de menor
complexidade ficam sob responsabilidade do município. Raylene Logrado Barreto,
diretora da Vigilância Sanitária Estadual, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia
(Sesab), explica que, entre as exigências para a emissão de licença e renovação
do alvará sanitário, está a apresentação de um plano de gerenciamento dos
resíduos de saúde por parte da unidade hospitalar. "Esses planos são
avaliados e podem ser deferidos ou não. Caso não seja, haverá a necessidade de
a unidade de saúde se adequar ao que pede a legislação", diz ela,
acrescentando que a verificação dessas questões junto aos grandes hospitais de
Salvador cabe à Sesab.
Em agosto deste ano, o Hospital Português, na Barra, obteve
a licença ambiental concedida pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cepram),
o que atesta que a instituição segue os preceitos da RDC nº306 da Anvisa e
nº358/05 do Conama. A licença registra ainda que o processo utilizado no hospital
é seguro e não oferece riscos para pacientes, acompanhantes, colaboradores, a
comunidade e o meio ambiente. O Hospital Português também declara-se o primeiro
do Norte e Nordeste do país a contar com uma autoclave para o tratamento dos
resíduos infectantes, além de dispor de uma câmara frigorífica específica para
o acondicionamento do lixo orgânico e de trituradores que reduzem em 80% o
volume do material produzido.
Após a trituração, o produto é devolvido estéril, ou seja,
sem nenhuma carga bacteriana, como atesta a enfermeira chefe do Departamento de
Higienização do Hospital Português, Stella Deane Andrade Castro. "O
hospital está localizado numa região domiciliar. Logo, estamos cercados de
todos os cuidados que visam a segurança dentro e fora daqui, seja dos
profissionais envolvidos no manuseio desses resíduos como do público externo e
moradores das redondezas".
A Tarde, 17/10/2005
Internacional
O que é a gripe das
aves?
Da France Presse
A gripe das aves, também chamada gripe do frango, peste dos pássaros e
influenza aviária, foi identificada pela primeira vez em 1878, na Itália, como
uma doença grave dos frangos.
Este mal pode assumir formas benignas, como problemas para por ovos ou penas
eriçadas, ou altamente patogênicas, similares a um "Ebola do frango",
que mata as aves de criação em menos de 48 horas, lembrou em janeiro passado um
relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Desde 1959, quando uma primeira forma extremamente patológica da gripe das aves
foi identificada na Escócia, devido também a um vírus H5N1, vinte focos de
gripe das aves foram registrados no mundo, mas apenas sete tiveram uma
propagação importante para vários criadouros e apenas um se espalhou para
outros países, segundo a OMS.
Diferentes vírus gripais A de subtipo H5 ou H7 podem ser a causa, inclusive o
H5N1, responsável pelos primeiros casos humanos fatais em 1997, em Hong Kong
(18 casos, seis deles mortais).
"Historicamente, as infecções humanas por vírus gripais aviários são
extremamente raras e a maior parte destes vírus só causou patogenias benignas
no ser humano, manifestando-se com freqüência por uma conjuntivite viral,
seguida de cura completa", acrescentou a OMS neste relatório destinado a
avaliar os riscos de uma pandemia de gripe humana nos próximos anos.
No início de 2003, um vírus H7N7 causou a morte de um veterinário e dezenas de
outros casos de infecções benignas (conjuntivites) em pessoas na Holanda.
O vírus H5N1 ressurgiu em Hong Kong em fevereiro de 2003. Meses depois, chegou
a Coréia, Vietnã, Tailândia e outros países do sudeste asiático, causando uma
elevada mortandade entre aves de criação.
"Nunca antes a gripe das aves altamente patogênica havia causado epidemias
simultâneas em um número tão grande de países", destacou a OMS. Esta
organização insistiu na catástrofe que representa este mal para a agricultura
dos países afetados e os riscos em potencial para o ser humano de uma mutação
do H5N1 que poderia causar uma pandemia de gripe humana.
Até agora, a epizootia afetou os seres humanos de uma forma muito marginal.
Desde o fim de 2003, pelo menos 117 casos de infecções humanas foram
registradas, das quais 60 mortais.
A cepa H5N1, muito patogênica para as aves, também pode ser transmitida pelos
patos de criação que não apresentarem sintomas da doença, alertou a OMS,
explicando que neste caso os produtores dificilmente poderiam se proteger de
uma possível infecção.
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