Faculdade São Camilo

Biblioteca Padre Leocir Pessini

 

  Clipping On-line

Ano 6 , n.212

De 12/09 à 18/09/05  

 

Sumário de Matérias

 


-O reajuste, Revista Medicina Social de Grupo, Ano 22, n.190, jul./ago./set.2005

-O Modelo da oportunidade, Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005

-Tratamento supervisionado da tuberculose evita o abandono, Correio da Bahia, 17/09/2005

-Custo do remédio afasta pacientes do tratamento, A Tarde, 16/09/2005

-Câncer de pulmão causa mais mortes de mulheres, A Tarde, 15/09/2005

-Fibrose cística muitas vezes é confundida com outras doenças, Correio da Bahia, 15/09/2005

-Médicos mantêm boicote a planos de saúde, A Tarde, 13/09/2005

-Exame vai garantir mais segurança na doação, Correio da Bahia, 13/09/2005

-Anticoncepcional genérico chega às farmácias, A Tarde, 12/09/2005

-Hipertensão pulmonar é considerada doença grave, A Tarde, 12/09/2005

-Dor e fotofobia em apenas um olho é sintoma de infecção, Correio da Bahia, 12/09/2005


Revista Medicina Social de Grupo, Ano 22, n.190, jul./ago./set.2005

 

 

O reajuste

 

As disposições constante dos contratos antigos são intangíveis

Dagoberto José Steinmeyer Lima

A Diretoria Colegiada da ANS, por meio de sua RN nº 99, de 27 de maio último, estabeleceu critérios para reajustes das contraprestações pecuniárias dos planos de saúde, aplicáveis no período entre os meses de maio de 2005 a abril de 2006, com foco principal nos planos individuais e familiares e naqueles contratados por pessoas físicas junto a autogestões não patrocinadas que sejam financiados exclusivamente com recursos de seus beneficiários.
Esse universo, sob a égide da referida RN nº 99, compreende os contratos, nas modalidades acima mencionadas, celebrados a partir de 1º de janeiro de 1999, ou que, muito embora firmados antes dessa data, tenham sido adaptados ao regime da Lei nº 9.656/98.
Assim, a aplicação dos reajustes nos planos contratados por pessoas físicas, conforme acima se salientou, depende da prévia autorização da ANS, obedecendo-se ao ritual estabelecido no corpo da Resolução Normativa da Agência Reguladora aqui aludida.
Como das vezes anteriores, a RN nº 99 fixa como limite máximo do reajuste em tela o percentual de 11,69% para os planos que apresentem uma ou algumas das segmentações previstas nos incisos I a IV do artigo 12 da Lei 9.656/98, ficando claro no parágrafo 1º do artigo 4º da referida Resolução que os critérios de reajustes dos planos exclusivamente odontológicos contratados por pessoa física serão definidos em Resolução Normativa especifica, ainda não baixada quando da elaboração desta matéria pelo seu autor.
Destarte, a aplicação do reajuste ficará vinculada à autorização expressa a ser expedida, caso a caso, pela ANS, apreciando a solicitação da operadora, acompanhada dos elementos informativos e documentais elencados no artigo 5º da RN em referência.
É importante salientar que às operadoras com início do período de referência para aplicação do reajuste de maio a julho de 2005 que solicitarem autorização para aplicação de reajuste em até 30 dias da publicação daquela Resolução - o que ocorreu em 30 de maio de 2005 - ficará facultado o envio do anexo II e do relatório de auditoria em até 30 dias, a contar da data de protocolização do documento de solicitação na ANS.
Para garantir a aplicação do reajuste durante o período de referência indicado na solicitação, a operadora deverá protocolizá-la, observadas as exigências do artigo 5º, até o último dia útil do mês de início do período de referência para aplicação de reajuste. O parágrafo 1º do artigo 6º da citada RN estabelece que as operadoras, com início de período de referência para aplicação de reajuste em maio de 2005, poderão protocolizar a solicitação até o último dia útil do mês de junho de 2005, garantindo, assim, a aplicação do aumento referente a maio de 2005. Nos casos em que a operadora conclua a solicitação do reajuste até o último dia útil do segundo mês subseqüente ao mês do início do período de referência, este período será mantido, iniciando-se a aplicação no mês em que ocorreu a conclusão da solicitação, não podendo haver cobrança retroativa dos valores. Entretanto, na hipótese de que esse prazo seja ultrapassado, será estabelecido novo período de 12 meses como referência para a operadora, observando-se o mês do protocolo da conclusão da mencionada solicitação de reajuste, e a sua aplicação se iniciará no mês em que ocorreu a conclusão da solicitação, não podendo, igualmente, haver cobrança retroativa de valores.
Conforme o disposto no artigo 7º da aludida Resolução Normativa, os percentuais de reajuste e revisão aplicados aos planos coletivos deverão ser informados à ANS pela Internet por meio de aplicativo, conforme as definições constantes do seu anexo III, em até 30 dias após a sua aplicação.
Outro detalhe que merece registro é aquele estabelecido no artigo 3º, que determina que os planos de saúde contratados por pessoas físicas e celebrados anteriormente à vigência da Lei nº 9.656/98, cujas cláusulas não indiquem expressamente o índice a ser utilizado para reajustes das contraprestações pecuniárias dos respectivos planos e/ ou sejam omissos quanto ao critério de apuração e demonstração das variações consideradas no calculo do reajuste, deverão adotar o percentual limitado ao reajuste estipulado na mencionada Resolução, lembrando-se que o percentual máximo que deverá ser adotado para os planos exclusivamente odontológicos será estabelecido em Resolução Normativa específica, ainda não conhecida pelo autor destas linhas.
No nosso entendimento, as disposições constantes dos contratos relativos aos planos de saúde, individualmente celebrados antes do advento da Lei nº 9.656/98, são intangíveis por força do disposto no inciso XXXVI do artigo 5º da Constituição Federal, que veda a retroatividade da norma jurídica nova para violar ato jurídico perfeito celebrado antes do início de sua vigência, princípio este acolhido no deferimento liminar da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.931, proposta pela Confederação Nacional de Saúde (CNS) perante o Supremo Tribunal Federal.
Dessa forma, não poderia a ANS regular a aplicação da cláusula de reajuste de contratos relativos aos planos individuais e familiares celebrados antes de 1º de janeiro de 1999.

O autor é chefe da assessoria jurídica do Sistema Abramge/Sinamge/Conamge/Sinog

 


Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005

 

ESTRATÉGIA
O Modelo da oportunidade

Temas | Modelos de negócios, Ferramentas de gestão, Oportunidades de serviços, Gestão de custos

 

 

Fonte | Journal of Business Strategy
Autor/es | Morris, Donald
Publicado | Set/Out 2005

 

O professor Donald Morris, especialista em gestão de custos, afirma que os executivos não sabem ao certo o que é uma oportunidade de negócio e propõe uma nova ferramenta para análise estratégica que acabará com a confusão –e tornará a análise SWOT mais produtiva.

Quando as pessoas falam em oportunidade, estão se referindo a uma das seguintes três coisas: as opções possíveis para resolver um problema, uma plataforma de decisão, aprimorada pelo tempo, na qual são consideradas e avaliadas distintas opções, e a solução propriamente. Essa confusão explica, segundo o autor, as dificuldades dos indivíduos para reconhecer novas oportunidades.

Disposto a esclarecer definitivamente o assunto, Morris expõe neste artigo um modelo para entender quando uma circunstância constitui uma oportunidade. O autor descreve o contexto da oportunidade (problema, opção, valor e missão organizacional) e seus elementos (aprimoramento com o tempo, sacrifício, risco, catalisador e possibilidade de arrependimento) e conclui com a aplicação prática do modelo.

 

Leia o artigo na íntegra


Correio da Bahia, 17/09/2005

Aqui Salvador

 

Tratamento supervisionado da tuberculose evita o abandono

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a tuberculose mata todos os anos cerca de dois milhões de pessoas em todo o planeta. O Brasil registra por ano 85 mil novos casos, um número considerado alto pelo Ministério da Saúde. Seis mil brasileiros perdem a vida em conseqüência dessa doença anualmente. Um dos maiores empecilhos ao combate a esse grave problema de saúde é o abandono do tratamento. Com o desaparecimento dos sintomas, nos primeiros dias da medicação, muitas pessoas acabam deixando a terapia de lado. O abandono da terapia pode levar o paciente a desenvolver uma tuberculose resistente à medicação.

Para evitar que isso aconteça, o Ministério da Saúde começou a por em prática nos 315 municípios considerados prioritários no combate à doença o Programa de Tratamento Supervisionado da Tuberculose. Em 2005, metade desses municípios prioritários terá esse tipo de tratamento implementado. São cidades que respondem por mais de 70% dos casos de tuberculose do país. "Esse método é bastante eficiente e apresenta expectativa de cura de 96%", afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

O governo federal quer estender o tratamento supervisionado a todos os municípios prioritários até o ano de 2007. O Ministério da Saúde acredita que, se houver esforço concentrado da União, estados e municípios, essa meta pode ser antecipada. "Em todo esse processo a descentralização é a melhor forma de aperfeiçoar o programa. Em cada unidade de saúde, por mais longe que seja do centro da cidade, deve existir o programa de controle da tuberculose", diz Jarbas.

Segundo o secretário, para se ter uma idéia da expansão do programa, em 2001 apenas 21% das unidades de saúde possuíam tratamento supervisionado. Em 2004, esse número pulou para 52%. "Quando o paciente toma o remédio na frente do profissional é mais difícil abandonar o tratamento", diz Jarbas Barbosa, referindo-se a um dos maiores problemas enfrentados durante o tratamento da doença, que dura seis meses.

***

Profissionais serão capacitados

Para controlar a tuberculose no país e tratar todos os casos descobertos, o ministério investirá até 2007 cerca de R$119,5 milhões. "Essa verba servirá para capacitação de profissionais, aquisição de medicamentos, campanhas de divulgação, apoio aos laboratórios e repasse de recursos aos estados e municípios", afirma o secretário de Vigilância em Saúde.

Causada pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, a tuberculose é transmitida pela tosse ou espirro de um doente. Possui como sintomas mais comuns febre, tosse, cansaço e perda de apetite. A maior parte dos casos de tuberculose (mais de 90%) é pulmonar, mas o problema pode atingir outras partes do corpo, como a pele, os rins e as meninges.

A tuberculose se manifesta com maior freqüência em áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O crescimento populacional nas periferias das grandes cidades contribuiu para o aumento do número de casos no Brasil. Há uma grande concentração de registros de tuberculose em todas as metrópoles brasileiras. Outro ponto que agrava essa situação em todo o mundo é a associação com a Aids. No Brasil, 8% dos pacientes com a doença também têm Aids.

 


A Tarde, 16/09/2005

Local

 

Saúde
Custo do remédio afasta pacientes do tratamento

Campanha visa sensibilizar poder público para política de medicamentos

CLÁUDIA OLIVEIRA


Com problemas de osteoporose e artrite, a dona-de-casa Estelita Daltro dos Santos, 53 anos, está há três meses sem conseguir tomar os remédios de que necessita para o tratamento das doenças. Disse que não os encontra nos postos de saúde e não tem dinheiro para comprá-los. Por isso continua a sofrer com as dores nos ossos. Ela faz parte dos 52 milhões de brasileiros que não têm acesso a remédios.

O número foi apresentado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) durante lançamento, em Salvador, da Campanha Nacional pelo Acesso aos Medicamentos. Uma pesquisa realizada pelo Idum dá um diagnóstico alarmante da realidade dos doentes no País. Cerca de 43% dos doentes suspendem a medicação. É um efeito dominó, pois, segundo a pesquisa, 30% das internações nos hospitais ocorrem por causa da interrupção do tratamento, ou seja, da falta de acesso aos remédios.

O coordenador da campanha, Antônio Barbosa, apontou algumas razões que distanciam o brasileiro dos produtos farmacêuticos durante debate na Associação Bahiana de Medicina, do qual participaram representantes dos conselhos regionais de Medicina e Farmácia. A principal delas é o custo.

Segundo Barbosa, que é presidente do Conselho de Farmácia do Distrito Federal, todos os medicamentos produzidos no País têm lucro superior a 500%. Ele citou o exemplo do Interferon Peguilado, cujo custo de produção é de mais ou menos R$ 3, e o preço comercial gira em torno de R$ 1 mil. A matéria-prima, conforme relato do farmacêutico, representa 15% do custo do produto e 1,5% é atribuído à embalagem e cartomagem. O marketing e o comercial somam 30% dos custos, e a fabricação, tecnologia e pessoal, 53,5%.

A presidente do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF), Ademarisa Fontes, destacou que um dos propósitos da campanha é sensibilizar o poder público para a necessidade de uma política de medicamentos. Dentre as alternativas apostadas por ela está a instalação de novas indústrias no País para diminuir as importações, e o fomento à pesquisa nas universidades.

Genérico e farmácia popular são alternativas

A campanha dos genéricos e a implantação da Farmácia Popular do Brasil, que vende remédios a preços bem mais baixos do que os praticados pelo mercado, são algumas das iniciativas do governo federal para facilitar o acesso da população a medicamentos. A presidente do Conselho Regional de Farmácia da Bahia (CRF), Ademarisa Fontes, acredita que essa é ainda uma política limitada. A farmácia popular, por exemplo, representa apenas 0,01% do consumo do País e tem lista de medicamentos restrita.

Algo que tem sido notado pela auxiliar de serviços gerais Renilde Silva Barreto, 49 anos. Portadora de diabetes, problemas na coluna e lesões por esforço repetitivo (LER), ela precisa utilizar dez tipos de remédio por mês e nem todos são encontrados na farmácia do governo federal. “Teve um creme que precisei e aqui não tinha”. Apesar da limitação, é para a Farmácia Popular do Brasil que Renilda Silva vai sempre que precisa. “Só compro aqui porque é muito, mas muito mais barato; se não fosse aqui, não teria condição de comprar”, atestou.

Ontem, na Farmácia Popular do Brasil, no Nordeste de Amaralina, Renilde Silva comprou a cartela de AAS por R$ 0,35. “Na farmácia, a mesma cartela custa R$ 1,70. Aqui, comprei duas por R$ 0,70 e ainda fiquei com R$ 1 no bolso”, comemorou.

A Farmácia Popular do Brasil fornece medicamentos considerados essenciais a baixo custo. São produtos para tratamento da diabetes, hipertensão, úlcera gástrica, depressão, asma, infecção e verminoses. Também são disponibilizados produtos indicados para cólicas, enxaquecas, queimaduras, inflamações, alcoolismo, anticoncepcionais e preservativos, dentre outros. Em Salvador, já foram instaladas sete farmácias do programa (veja quadro), onde estão disponíveis 107 produtos. Para utilizar a farmácia, basta o usuário apresentar a receita, que é exigida para evitar a automedicação.

SERVIÇO

ENDEREÇOS DA FARMÁCIA POPULAR

z Liberdade
Rua Lima e Silva, 249

z Cabula
Rua Silveira Martins, 27, Shopping Conexão Comercial, Lojas 1, 2, 3, 10 e 11

z Brotas
Ladeira dos Galés, 33

z Comércio
Rua Miguel Calmon, Edf. São Paulo

z Cajazeiras VIII
Rua da Paciência, 4, Lote 4, Coletora 4, Setor B

z Nordeste de Amaralina
Rua Reinaldo de Matos, 5

z Obras Sociais Irmã Dulce Avenida Dendezeiros do Bonfim, 16 – Roma

 

 


A Tarde, 15/09/2005

Local

 

Saúde
Câncer de pulmão causa mais mortes de mulheres

Farmacologista alerta para riscos do fumo e anuncia estudo sobre doenças da mama

KARINE RODRIGUES
AGÊNCIA ESTADO


Embora o tumor de mama seja o câncer de maior incidência nos Estados Unidos, o farmacologista americano Virgil Craig Jordan, que descobriu os efeitos da droga tamoxifeno no combate ao câncer de mama, chamou atenção para neoplasia de pulmão. “Entre mulheres, é hoje o câncer que mais mata. E isso porque elas estão sendo convencidas pela indústria a fumar, relacionando o cigarro à liberdade. Vocês são liberais, modernas, vamos fumar”, afirmou.

Jordan recrimina a mensagem passada pela publicidade da indústria. Ele ressaltou ainda o perigo da obesidade, acrescentando que os quilos a mais ganhos hoje vão, no futuro, causar sérios problemas de saúde. “As pessoas estão comendo muitas calorias e não se exercitam”.

Virgil Craig Jordan está coordenando a maior pesquisa clínica já feita sobre o assunto na área de prevenção, com 19 mil voluntárias. O uso do tamoxifeno revolucionou a forma de deter a doença, evitando a morte de mais de 400 mil mulheres.

No Brasil, para participar do XIII Congresso Brasileiro de Mastologia, Jordan adiantou que, até o meio de 2006, serão divulgados os resultados preliminares do estudo, uma comparação entre o tamoxifeno e outro antiestrógeno chamado raloxifeno.

Indicado ao Prêmio Nobel de Medicina pela importância dos ensaios feitos desde 1970, todos relacionados ao câncer de mama, Jordan explicou que o objetivo da pesquisa, feita nos Estados Unidos, é comprovar a eficácia do raloxifeno, que, em testes com animais, se mostrou potente para evitar câncer de mama, osteoporose e doenças coronarianas.

MAIS EFICAZ – A intenção é apontar qual droga é mais eficaz e produz menos efeitos colaterais, se o raloxifeno ou o tamoxifeno, que têm a mesma forma de ação, ou seja, bloqueiam os receptores do hormônio feminino estrógeno, impedindo a formação de células cancerosas.

Todas as mulheres que integram a pesquisa clínica fazem parte do grupo de risco para o câncer de mama, já passaram pela menopausa e têm receptores positivos para o estrógeno. Metade delas vai ser tratada com tamoxifeno, e a outra metade, com raloxifeno. Este último, apesar da eficácia indiscutível, provoca um aumento sutil na incidência de câncer de endométrio, fazendo com que a taxa suba de um para três casos em cada grupo de mil mulheres.

Há 30 anos, observou o cientista, o tratamento disponível para câncer de mama limitava-se à cirurgia para retirada de útero. “Porém, em vários casos, a doença voltava cinco, dez anos depois da operação. Com o tamoxifeno, a sobrevida da paciente aumentou consideravelmente, e a taxa de mortalidade por câncer de mama na Inglaterra, por exemplo, caiu 30%”, disse Jordan, professor da Northwestern University School of Medicine, acrescentando que outra vantagem do medicamento é o preço.

No Brasil, o tratamento mensal fica em torno de R$ 70 e deve ser feito durante até cinco anos, em combinação com outros tratamentos ou isoladamente, no caso de tumores pequenos.

“Estamos monitorando o grupo que participa da pesquisa em quatro áreas: câncer de mama, fraturas, problemas ginecológicos, como sangramento e câncer de endométrio, e problemas nas coronárias. O raloxifeno mostrou que não faz isso em relação ao câncer de endométrio. O estudo é importante porque vai responder se ele é melhor, pior ou igual ao tamoxifeno”, disse Jordan, informando que o ensaio envolve cerca de 500 profissionais de saúde e está sendo financiado por um braço do Instituto Nacional do Câncer americano.

Segundo ele, mais de 190 mil mulheres se inscreveram para participar do estudo, iniciado em 1999. Boa parte foi dispensada por não atender às exigências do estudo, como o de pertencer ao grupo de risco para o câncer de mama, calculado por meio de um programa de computador com base em informações pessoais. Entre os fatores que predispõem à doença, estão, por exemplo, gravidez após os 30 anos ou a inexistência de gravidez, envelhecimento, existência de mãe ou filha que morreram de câncer de mama em idade jovem, na faixa entre 40 e 50 anos, e hiperplasia no seio.


Correio da Bahia, 15/09/2005

Aqui Salvador

 

Fibrose cística muitas vezes é confundida com outras doenças
Ainda pouco conhecida, enfermidade afeta pulmões e reduz expectativa de vida
Perla Ribeiro

Doença genética, grave e crônica, a fibrose cística ainda é pouco conhecida no Brasil. Embora seja descrita desde a Idade Média, passou a ser mais discutida somente há 15 anos, com a descoberta do gene causador. Geralmente ela se manifesta logo nos primeiros meses de vida. Porém, há casos atípicos em que só é diagnosticada na idade adulta. Um grande problema, de acordo com a coordenadora do Centro de Referência em Fibrose Cística do Hospital Otávio Mangabeira, a pneumologista Maria Angélica Santana, é que muitas vezes ela é tratada como doença corriqueira de criança.

"O não ganho de peso, a diarréia freqüente e a tosse com secreção pode ser confundida com asma", alerta a especialista. Estatísticas do Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, cerca de 1,5 mil pessoas são portadoras de fibrose cística. Estima-se ainda que hoje exista cerca de mil casos no país ainda não diagnosticados. O assunto foi discutido ontem, durante workshop realizado no hospital.

Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito através do exame clínico e confirmado com o teste de suor, que vai dosar o nível de cloro e sódio no sangue. Caso confirmada a doença, a criança passa o resto da vida prisioneira do tratamento. "O paciente fica o resto da vida refém da medicação. Tem a medicação para dissolver o muco do pulmão (mucolíticos) e antibióticos para infecção. Aliado a isso, é indispensável ainda a fisioterapia diária para deixar os pulmões limpos e acompanhamento nutricional", explica a pneumologista.

Como é um paciente que gasta muita energia por conta dos esforços respiratórios e da fisioterapia, a nutricionista Cláudia Dantas explica que é fundamental aliar o tratamento a uma dieta hipercalórica e hiperprotéica. "Se o indivíduo não tiver o organismo nutrido, aumenta o risco de infecção, levando o organismo a ficar cada vez mais debilitado. O indivíduo com fibrose cística precisa de um suporte nutricional 50% maior que um indivíduo normal", explica a nutricionista.

Especialistas alertam que quanto mais precoce o diagnóstico, maior a sobrevida e a qualidade de vida do paciente. Quando não cuidada a tempo, a doença pode levar a quadro de bronquiecstasia (destruição dos pulmões), podendo refletir no coração e levar a óbito. A doença é causada devido uma mutação genética e é passada para os filhos quando os dois genitores apresentam esta mutação. Os primeiros sintomas são infecção respiratória repetidas associada à diarréia com presença de gordura.

Atualmente, o Hospital Otávio Mangabeira atende a 230 portadores de fibrose cística, sendo 90% dos pacientes crianças. "A perspectiva de vida dos pacientes nascidos a partir de 1990 e tratados aumentou para 45 a 60 anos", diz Maria Angélica. Uma grande dificuldade ainda é encontrada pelos pacientes que residem no interior e não contam com a assistência adequada. Um paciente em quadro grave pode chegar a custar R$20 mil. O tratamento é feito através do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que inclui médico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.

***

Médicos têm dificuldades para fazer diagnóstico

Mãe de seis filhos, sendo dois portadores da fibrose cística, Iraildes Maria dos Anjos conta que levou quatro anos para que fosse diagnosticada a doença na filha. Já com o filho, levou oito meses. Hoje, eles têm 13 e 9 anos, respectivamente, e já levam uma vida "normal", mas o início foi traumático. "O meu filho nasceu cansando e todo roxo, já foi saindo do ventre para o balão de oxigênio. Daí até os oitos meses, ele vivia na emergência, os médicos me acusavam de não cuidar da criança. Já minha filha, embora não apresentasse problema respiratório, não se alimentava direito e tinha diarréia com freqüência, só que a gente pensava que era anemia", relata.

A situação se agravou quando aos 8 meses, o filho dela teve uma infecção respiratória e passou 19 dias internados. Dias depois veio o diagnóstico: fibrose cística. "Mas minha filha ainda continuava me preocupando, ela tinha 6 anos e só pesava 15kg, era toda miudinha. Só mais tarde conversando com a médica e após o teste do suor é que veio o diagnóstico", contou a mãe das crianças. Hoje, ela os leva duas vezes na semana para a fisioterapia e ministra medicação diária. "Hoje, olhando aparentemente para eles, ninguém diz que têm problema".

 


A Tarde, 13/09/2005

Local

 

Saúde
Médicos mantêm boicote a planos de saúde

Do A Tarde On Line

Em assembléia realizada na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM) na noite desta segunda-feira, 12, os médico credenciados decidiram manter o boicote aos planos Norclínicas, Previna e Medial Saúde por tempo indeterminado. A manutenção do movimento é devido à resistência desses planos em apresentar propostas para o reajuste do valor pago pelas consultas e adotar padrões de qualidade no atendimento a pacientes.

Já os planos Promédica e Unidas apresentaram propostas na assembléia para o cronograma de atendimentos e reajuste de consultas, que atualmente gira em torno de R$33,60. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Alfredo Boa Sorte, o valor deveria ser de R$42, que corresponde à Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHTM), um conjunto de normas montadas com base em estudos que buscam melhorar o atendimento em clínicas médicas. De acordo com Boa Sorte, a maioria dos planos de saúde se recusa a adotar a classificação e dificulta as negociações em assembléia. Para o presidente do Cremeb, Márcio Maia, o objetivo final do movimento dos médicos é a adoção integral da CBHTM nas clínicas médicas, que engloba cerca de 1200 procedimentos.

Durante a assembléia, também foi anunciada a decisão da Comissão Nacional de Honorários Médicos de boicotar os planos Medial Saúde e Amil em todo o país. O movimento terá início na primeira quinzena de outubro e também será por tempo indeterminado.

A paralisação de antendimentos na Bahia teve início no dia 22 de agosto e desde então apenas os casos de emergência são atendidos mediante apresentação da carteira de segurados dos planos boicotados.

 

 


Correio da Bahia, 13/09/2005

Aqui Salvador

 

Exame vai garantir mais segurança na doação

Um exame que oferece mais garantias para a qualidade das doações de sangue e que aumenta a segurança para o receptor. O teste de amplificação e detecção de ácidos nucléicos (NAT) tem como mérito a redução sensível da janela imunológica. Esse é o período em que uma pessoa contrai um vírus, como o da Aids (HIV) e o da hepatite C (HCV), e os exames não conseguem revelar que ela está infectada. O Ministério da Saúde está dando um passo importante para implantar o NAT no Brasil. Ainda este semestre, o governo inicia uma série de ações para viabilizar o teste.

O NAT é mais eficaz que o Elisa, exame usual no país. Ele detecta seqüências genéticas dos vírus e consegue identificar a presença do microorganismo em menos tempo. O Elisa descobre o vírus no corpo humano por meio dos anticorpos produzidos para a defesa. É necessário grande quantidade de anticorpos no corpo humano para que o vírus seja detectado.

"A implantação progressiva do NAT pelo Ministério da Saúde, com base em estudos que levam em conta as especificidades de nosso país, visa incorporar criticamente novas tecnologias. Com isso, continuaremos a garantir a qualidade do sangue, em um sistema público que é motivo de orgulho", afirma Arthur Chioro, diretor do Departamento de Atenção Especializada (DAE) do Ministério da Saúde.

Antes de pôr o NAT em prática, o ministério realizará estudos em alguns hemocentros da rede. Esse trabalho servirá como análise das realidades epidemiológicas regionais, dos custos e da efetividade das ações. Segundo o ministério, o estudo mostrará a distribuição social da Aids e da hepatite C. De acordo com a equipe do DAE, "esse perfil não é uniforme; varia de Norte a Sul do país".

O Ministério da Saúde determinou que a implantação do NAT aconteça de forma gradual. Portaria assinada pelo ministro da Saúde, Humberto Costa, diz que a primeira etapa se restringirá aos serviços de hemoterapia públicos. Segundo essa portaria, o governo pretende investir na capacitação de profissionais para realizar os exames e também em um sistema informatizado com capacidade de armazenamento e processamento de dados. A coordenação da implantação do NAT caberá aos gestores estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a portaria.

***

Coleta é rigorosa

Hoje, o Brasil apresenta níveis mínimos de contaminação de sangue. Isso é resultado de uma série de ações desenvolvidas nos últimos anos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como o aperfeiçoamento dos exames e das técnicas de doação e a conscientização da população.

Antes de doar sangue em um hemocentro, a pessoa é submetida a um questionário. Caso tenha apresentado algum comportamento de risco, como manter relações sexuais sem camisinha ou ser usuário de drogas, essa pessoa é descartada como doadora.

Se o doador preenche as condições exigidas, seu sangue é coletado. O material passa por testes, que verificam se ele não possui nenhuma doença transmissível. Descartam-se cerca de 8,5% do sangue coletado no país por ano, conforme dados da Anvisa.

O país conta com quase 2,5 mil serviços de hemoterapia. Desses, dois mil realizam transfusão de sangue. Ao todo, 500 coletam sangue e 250 fazem triagem laboratorial para verificar a qualidade do sangue. Oitenta por cento do sangue coletado no país vem das capitais.

 


A Tarde, 12/09/2005

Nacional

 

Saúde
Anticoncepcional genérico chega às farmácias

Adriana Dias Lopes
Agência Estado

São Paulo –
O primeiro anticoncepcional genérico do mercado brasileiro chega às farmácias no início de outubro. É um injetável com os princípios enantato de noretisterona e valerato de estradiol, fabricado pelo laboratório nacional Eurofarma. Trata-se do genérico da marca Mesigyna, da Schering do Brasil. Cada embalagem virá com uma ampola pronta (seringa pré-carregada).

De acordo com o IMS Health, instituto de pesquisa na área de saúde, o Mesigyna vende cerca de 1,5 milhão de unidades por ano no Brasil e é consumido por mulheres jovens - 77% tem de 12 a 29 anos. “Nosso objetivo é conquistar 15% desse mercado no primeiro ano”, diz Maria del Pilar Muñoz, gerente de marketing da Eurofarma.

Para Vera Valente, diretora da Pró-Genéricos, que reúne os fabricantes de genéricos no País, o lançamento do injetável é um passo importante, mas o grande desafio é ter um dia no Brasil o anticoncepcional genérico oral (em comprimidos).

Em abril, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do laboratório americano Watson, um dos maiores fabricantes de anticoncepcional, e do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula remédios nos Estados Unidos, se reuniram em São Paulo para discutir a fabricação do anticoncepcional oral genérico no Brasil.

Desde então, a Anvisa mantém um grupo de estudos especificamente para analisar os parâmetros de testes. Um dos principais problemas é a complexidade da ação do medicamento no organismo. “O complicado é a medição das doses baixíssimas diárias de hormônio oral em humanos”, explica Maria del Pilar. “No injetável, a absorção é imediata.”

Ainda segundo o IMS Health, nos últimos 12 meses foram vendidas 586 milhões de unidades de anticoncepcionais de marca no Brasil. Além do injetável, há mais quatro formatos no mercado: pílula (oral), anel intravaginal, implante e adesivo. O oral é ainda o preferido das mulheres, representando 87% das vendas. Os outros quatro disputam os 13% restantes.

A injeção genérica, assim como seu remédio de referência, é feita com dois tipos de hormônios, a progesterona e o estrógeno. Os anticoncepcionais também podem ser feitos só com progesterona.

 

 


A Tarde, 12/09/2005

Nacional

 

Saúde
Hipertensão pulmonar é considerada doença grave

Fernanda Bassette
Folhapress

São Paulo –
Ainda sem uma causa bem definida na literatura médica, a hipertensão arterial pulmonar é uma doença grave, progressiva e que atinge principalmente mulheres entre 20 e 30 anos de idade. Os primeiros sintomas – falta de ar e cansaço físico – são inespecíficos na maioria das vezes, o que dificulta e atrasa o diagnóstico da doença em até dois anos. Sem tratamento, estima-se que cerca de 50% dos pacientes morram em até três anos após o problema ser descoberto.

O termo hipertensão significa que a pressão em determinado sistema de vasos do corpo está aumentada. A hipertensão pulmonar é o aumento da pressão nos vasos do pulmão. A doença provoca uma obstrução progressiva dos vasos pulmonares, que ficam cada vez mais estreitos. “Esse estreitamento faz com que o coração tenha de fazer muita força para que o sangue passe pelos pulmões. Isso leva a um quadro progressivo de insuficiência cardíaca e respiratória”, diz o pneumologista Rogério Souza, responsável pelo grupo de Hipertensão Pulmonar do Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Segundo a pneumologista Jaquelina Sonoe Ota Araraki, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), há duas formas de classificação da doença: idiopática, quando a causa é desconhecida, e secundária, quando a hipertensão surge como conseqüência de outras doenças, como esclerose sistêmica e esquistossomose.
O mecanismo da doença nos pulmões é semelhante ao da restrita ao coração – a chamada hipertensão arterial sistêmica.

A grande diferença entre a evolução das duas é que, no caso da doença no coração, o lado esquerdo do órgão consegue trabalhar com níveis de pressão mais elevados. Já o lado direito - parte que leva o sangue para os pulmões –, não sendo adaptado para pressões altas, entra em falência de forma muito mais rápida.

“Como os primeiros sintomas são facilmente confundidos com outros problemas, como sedentarismo ou asma, quando o paciente descobre a doença já está em estágio avançado”, diz Mauro Zamboni, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia. O acesso à terapia também é complicado. As drogas hoje disponíveis – bosentana (Tracleer) e citrato de sildenafila (Viagra, que acaba de ser aprovado com outro nome) – não estão na rede pública de saúde e, por isso, o paciente precisa recorrer à Justiça para recebê-las gratuitamente.


Correio da Bahia, 12/09/2005

Aqui Salvador

 

Dor e fotofobia em apenas um olho é sintoma de infecção
Herpes ocular atinge a córnea e pode resultar na perda da visão do paciente acometido pelo mal
Paloma Jacobina

Dor e fotofobia em apenas um olho são sintomas de herpes ocular, uma infecção da córnea que precisa de atenção, pois pode resultar na perda da visão do paciente. Segundo a oftalmologista Katia Vargas, o vírus tipo 1 pode ser contraído através do contato com toalhas molhadas, maquilagem e óculos de natação contaminados.

Com a capacidade de sobrevivência de até três horas no ambiente externo, como é o caso das toalhas e dos óculos de natação, o vírus da herpes instalado no organismo pode evoluir para quadros muito sérios. "Assim, o paciente começa com uma infecção primária que não tem sintomas, deixando só o olho vermelho e que evolui para quadros mais acentuados", detalhou.

Segundo a médica, a evolução da infecção pode causar febre, deixar o paciente com o olho vermelho e deprimido. "Mas os sintomas não são apenas emocionais. São físicos também", revela a especialista. Kátia explica que, quando há uma migração para os tecidos periféricos, o quadro evolui para uma infecção que se parece com uma conjuntivite comum.

Só o oftalmologista pode identificar a diferença e descartar a possibilidade de herpes ocular. "É importante lembrar que a automedicação pode marcar a doença e trazer sérios problemas para o paciente, já que a descoberta tardia é muito perigosa", afirmou.

De acordo com a médica, a herpes ocular possui diagnóstico e tratamento difíceis. "Existe mesmo o risco de perder a visão e até o olho, porque a inflamação na córnea (teraceratite) pode evoluir para uma úlcera e causar uma baixa de visão da córnea ou uma perfuração", afirmou.

O risco de o paciente em estágio muito avançado de contaminação é grande, alerta a especialista. "Em casos recorrentes, também há uma preocupação, porque o vírus fica incubado no gânglio e pode causar sérios problemas", afirma. A recorrência, detalha Kátia Vargas, chega a 40%.

"Mas o paciente já sabe que tem a doença e fica atento a qualquer sintoma. O que não é um risco tão grande que aquele que não sabe que possui a doença", pontuou. Em caso de evolução para uma úlcera (necrose local do tecido corneal devido à invasão por microorganismo) de córnea, podem acontecer complicações de ceratite (inflamação da córnea).

"Elas causam uma ceratite acompanhada com ulceração da córnea, acompanhada de comprometimento do nervo trigêmeo, e caracterizada clinicamente por seu início lento, pela presença de perda da sensibilidade dolorosa da córnea e por sua conseqüente evolução para a opacificação e a perfuração da córnea", detalha. É nesse estágio que o paciente se queixa de dor, fotofobia (sensibilidade dolorosa à luz), sensação de corpo estranho, maior ou menor perda de visão e blefaroespasmo (contração espasmódica do orbicular das pálpebras).

Geralmente, o olho fica vermelho e com lacrimejamento constante, sensibilidade ausente da córnea, e igual a herpes simples ocular, em casos mais intensos pode haver uma irite irritativa (irritação da pupila), hipópio (pus na câmara ocular anterior) e até perfuração da córnea; quando ocorre a cicatrização da úlcera, ela irá afetar a visão se ocorrer na área pupilar, com o nervo trigêmeo geralmente envolvido. A uveite leve é transitória, mas em alguns casos pode ser exsudativa, com hipópio e hifema (derrame sanguíneo na câmara anterior do olho). Esclerite e escleromalácia, paralisias e glaucoma secundário são complicações do zoster ocular

 


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