Faculdade São Camilo

Biblioteca Padre Leocir
Pessini
Clipping
On-line
Ano 6 , n.214
De 26/09 à 02/10/05
Sumário de Matérias
-Universidades podem se inscrever no Fies a partir desta
segunda, A
Tarde, 02/10/2005
-Fusões, aquisições e valor, Revista HSM
Management, Ano 9, n.52, set./out.2005
-Estresse atinge 30% dos trabalhadores no Brasil, Correio da
Bahia, 02/10/2005
-Células-tronco embrionárias são objetos de três estudos,
Correio da Bahia, 29/09/2005
-Vacina de gripe
poderá ser usada para tratar câncer de pulmão, A Tarde, 27/09/2005
-Aparelho permite pessoas com paralisia a falar com a mente,
A Tarde, 27/09/2005
-Cientistas fazem colágeno, A Tarde, 26/09/2005
-Índia atingida por
surto de encefalite, A Tarde, 26/09/2005
A Tarde, 02/10/2005
Nacional
Educação
Universidades podem se inscrever no Fies a
partir desta segunda
Da Agência Brasil
As instituições privadas de ensino superior privadas que quiserem participar do
processo seletivo do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies) podem fazer as inscrições a partir desta segunda-feira (3). As
instituições têm até 9 de outubro para aderir ao programa, o que pode ser feito
no endereço eletrônico .
O Ministério da Educação está abrindo cem mil novas vagas no Fies, o maior
número de contratos desde a criação do programa, em 1999. As regras estão na
Portaria nº 3.224, assinada pelo ministro Fernando Haddad e publicada no último
dia 22 no Diário Oficial da União.
No dia 10 de outubro, o MEC divulga a lista das instituições que vão participar
do Fies. Os estudantes deverão preencher a ficha de inscrição, disponível na
página do programa, de 10 a 28 de outubro. A ficha deve ser impressa em duas
vias e entregue à instituição a qual o aluno pertence, até o dia 31 de outubro.
Em 1º de novembro, o MEC divulgará a relação dos inscritos e, em 21 de
novembro, o nome dos alunos selecionados.
Os beneficiados do Fies terão 50% de financiamento das mensalidades. "O
financiamento para os selecionados será retroativo a este semestre", disse
o diretor do Departamento de Modernização e Programas da Educação Superior,
Celso Ribeiro Carneiro. Segundo ele, os juros do Fies são fixos, de 9% ao ano,
e o pagamento será feito pelo aluno após se formar, no prazo de uma vez e meia
o tempo regular do curso. Se o estudante demorou quatro anos para concluir,
terá até seis anos para quitar a dívida do Fundo. A cada trimestre, ele paga ao
sistema juros que não ultrapassarão a taxa de R$ 50,00.
A quitação se dará da seguinte forma: no primeiro ano, depois de formado, o
aluno paga ao sistema, mensalmente, parcelas de igual valor à não financiada
(50% do valor da mensalidade paga no último ano de curso). Os valores serão
abatidos no saldo devedor do financiamento. No segundo ano, o aluno começa a
pagar o que deve ao sistema, com base no valor total do seu saldo devedor.
Segundo a Portaria nº 3.224, as instituições de ensino superior deverão
viabilizar o acesso à internet para os estudantes que não tiverem meios para
fazer sua inscrição.
O Fundo já beneficiou 320 mil alunos. O maior número foi em 2002, com 62 mil
vagas, superadas pelas cem mil que estão sendo oferecidas. "O Fies ajuda o
aluno, ao viabilizar a permanência na universidade. Para as instituições é a
garantia de que concluirão os cursos", explicou Celso Ribeiro.
Alguns dos critérios que contarão maior número de pontos para a seleção dos
beneficiados com o programa são: ter menor renda bruta total mensal familiar;
ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública; não ter curso
superior completo; não ter residência própria; ter mais de um membro da família
estudando sem bolsa de estudo em instituições de ensino superior. Bolsistas do
Programa Universidade para Todos (ProUni) já foram contemplados em agosto
último com o Fies e não poderão ser beneficiados com as cem mil novas vagas.
Com informações do Ministério da Educação.
Revista
HSM Management, Ano 9, n.52, set./out.2005
ESTRATÉGIA |
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Temas | Melhores práticas, Valor, Criação de valor, Fusão,
Aquisição |
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Fonte | Outlook Accenture
Autor/es | Chanmugan, Ravi - Shill, Walter E. - Mann, David
Publicado | Set/Out 2005
Todos conhecem, inclusive no Brasil, histórias de fusões e
aquisições malsucedidas, ou por questões legais, ou porque não obtiveram ganhos
de e.ciência. Para que operações desse tipo rendam benefícios máximos, é
necessário abordá-las na forma de um “ciclo de vida completo”, que começa com a
estratégia prévia, segue com a implantação do acordo e continua com o processo
de integração.
Essa foi a conclusão a que chegou o estudo da firma de consultoria Accenture,
depois de analisar em profundidade diversos casos de fusão e aquisição
realizados nos últimos cinco anos. Os casos de maior sucesso se destacam pela
execução de uma estratégia explícita de captação de valor, denominada
“abordagem do ciclo de vida”.
O artigo, então, descreve em detalhe quatro princípios fundamentais: a fusão e
aquisição como um processo holístico, concentração na aquisição de valor e não
na mera integração, aceleração do planejamento e da execução, e utilização da
cultura como ferramenta de criação de valor.
Correio da Bahia, 02/10/2005
Trabalho
Estresse
atinge 30% dos trabalhadores no Brasil
Exaustão física e mental dos colaboradores tem
conseqüências diretas nos resultados das empresas
Mônica Bichara
Segundo Dazzani, há casos extremos de empresas que associam
executivos estressados ao modelo ideal de colaborador comprometido
O estresse está presente na rotina de 30% dos trabalhadores
brasileiros, segundo o economista e consultor Arthur Dazzani, especialista em
gestão de pessoas. A incidência repetitiva de momentos estressantes negativos
leva à exaustão física e mental, conhecida como Síndrome de Burnout, com
conseqüências diretas nos resultados das empresas. Entre elas, aponta os
elevados índices de absenteísmo, "bem como pelo estabelecimento do presenteísmo,
caracterizado pela presença física e não produtiva do indivíduo no trabalho, em
função do cansaço, fadiga, dor muscular, insônia, irritabilidade, distúrbios
gástricos, dificuldade nos relacionamentos, dentre outros".
Nos Estados Unidos, o estresse profissional já causa um
prejuízo anual de mais de US$100 bilhões. As causas do estresse nas
organizações, na opinião de Dazzani, estão mais relacionadas com a insatisfação
e com ambiente de trabalho, principalmente em funções que sofrem grande pressão
por resultados, onde o poder de decisão é baixo e o funcionário não tem noção
da importância do seu trabalho para a companhia, do que com o ramo da economia.
"Há casos extremos de empresas que associam executivos
estressados ao modelo ideal de colaborador comprometido, envolvido e focado no
alcance das metas, difundindo um padrão comportamental e modelo gerencial
equivocado, quase sempre multiplicado entre os liderados", critica o
economista, frisando que o estresse afeta o clima organizacional. Ao primeiro
sinal que indique a presença de um elevado nível de estresse entre os
colaboradores, ele sugere que se verifique a origem do problema. Mesmo porque,
pondera, "a natureza pode estar na estrutura organizacional e na forma de
gestão estabelecida".
A mudança, nesse caso, é mais difícil, já que tratamentos
paliativos dirigidos aos indivíduos, como terapias alternativas, podem minorar
o problema, trazendo benefícios passageiros, mas se tornarão ineficazes no
longo prazo, caso a organização não imprima modificações estruturais. Os
programas preventivos contra o estresse ocupacional, segundo Arthur Dazzani,
sócio da Idhéias Desenvolvimento Humano, empresa especializada em treinamento,
consultoria e conferências sobre temas ligados ao clima organizacional e qualidade
de vida (incluindo o estresse), devem focar quatro pilares principais: a
auto-estima, a autoconfiança do colaborador, a flexibilidade e a tolerância.
***
Estímulo pode ser considerado positivo
Mas, afinal de contas, o que é verdadeiramente o estresse? Para
o médico anestesiologista e acupunturista Walter Viterbo, especialista em
tratamento anti-estresse, "é a capacidade do organismo para se adaptar aos
fatores externos e internos do dia-a-dia. É a maneira como o indivíduo reage às
situações de perigo, conflito, medo e insegurança. É esse esforço contínuo que
pode levá-lo a apresentar várias conseqüências na sua saúde e no seu
comportamento".
Em alguns casos, ressalta Viterbo, o estresse pode ser
avaliado como positivo: é o chamado "eustresse", e está relacionado
às expectativas otimistas, motivando o colaborador a lidar com a situação. Por
exemplo: num caso de um concurso em uma data não muito distante ou um prazo
para apresentar um determinado trabalho, esse estresse será um motivo de
estímulo.
Já o negativo, ou "distresse", vai acovardando o
profissional, trazendo medo e ansiedade, levando-o a fugir de determinada
situação, reduzindo a sua capacidade produtiva. Um dos fatores que diferenciam
os dois tipos de estresse é o tempo em que o fator estressor permanece, observa
o especialista. "Quanto mais longo, maior o risco de transformar-se de
estimulante para estafante. Sete entre dez trabalhadores sofrem de doenças
causadas pelo estresse", argumenta Walter Viterbo.
De acordo com o Isma (International Stress Management
Association) as principais fontes do estresse são: violência, 68%; medo do
desconhecido, 59%; situação econômica, 42%; tempo insuficiente para realização
das tarefas, 34%; relacionamentos interpessoais, 28%; longa jornada de
trabalho,17%.
No mundo profissional, segundo Viterbo, que é sócio do
economista e consultor Arthur Dazzani na Idhéias Desenvolvimento Humano, a
falta de reconhecimento, o assédio moral e sexual, o autoritarismo dos
superiores hierárquicos, a sobrecarga de trabalho, a falta de perspectivas, a
instabilidade e o aumento da competitividade interna são as principais fontes
geradoras do estresse. "Entre tantas outras causas a que estamos expostos
todos os dias", acrescenta.
O grande risco para o indivíduo exposto a esse ambiente estressante,
explica, está na formação de um ciclo onde várias situações levam a outras:
"A pessoa não dorme bem, não descansa e, com isso, reduz sua capacidade
produtiva, aumentando a dificuldade de relacionamento com colegas, clientes e
fornecedores, como também problemas nos relacionamentos pessoais". Isso
pode gerar afastamento do trabalho, com risco da estabilidade profissional,
além de disfunções sexuais; aumento do consumo do fumo e do álcool; elevação ou
diminuição do peso, redução da imunidade, o que deixa o indivíduo mais
susceptível às infecções e às doenças mais graves, como infarto, pressão alta e
transtornos psicológicos e de ansiedade, relacionados, entre outros fatores, à
depressão ou à síndrome de pânico.
Os tratamentos paliativos são importantes, argumenta
Viterbo, porque visam colocar o indivíduo num ciclo saudável, onde ele respeite
os tempos necessários do seu corpo para o descanso, lazer e alimentação,
buscando uma atividade profissional que lhe dê prazer. "Por mais bem
remunerado que seja o funcionário, ele não estará feliz se não gostar do que
faz. A atividade física também é imprescindível, pois, além de relaxar, aumenta
a capacidade cardio-circulatória", enfatiza. Nas palestras que faz sobre o
tema, ele sempre destaca a importância de buscar um bom relacionamento com a
família e com os amigos, "um dos pilares da felicidade".
Mas, recomenda, é fundamental que o indivíduo, quando
necessário, busque ajuda profissional, independente dos programas de prevenção
adotados pela organização. Os tratamentos vão desde os tradicionais, com a
busca dos hábitos saudáveis, até os não convencionais, aqueles que não
necessitam de uso de medicamentos, como acupuntura, fisioterapia, yoga,
massoterapia, fitoterapia, entre outros.
***
Programas ajudam a reduzir problema
Alguns programas preventivos podem ser utilizados pelas
empresas para reduzir o nível de estresse e aumentar a qualidade de vida e a
satisfação dos seus colaboradores como: estudo ergonômico e mobiliário;
cuidados com o ambiente de trabalho (iluminação, qualidade do ar); controle de
ruídos e uso de equipamentos adequados; programa de conscientização e educação
nutricional; ginástica laboral e momentos de relaxamento; incentivo à atividade
física e ao lazer; investimento no desenvolvimento profissional e pessoal.
Além disso, é comum a adoção de programas de atualização
cultural, com palestras de temas atuais e de interesse comum; pesquisa de clima
organizacional, identificando possíveis focos de descontentamento e
insatisfação, atuando nas causas do problema; incentivo à melhoria da qualidade
das relações interpessoais, estimulando a prática do diálogo e a cultura de dar
e receber feedback.
Arthur Dazzani alerta para a necessidade de qualquer
programa preventivo ser conduzido por profissionais da área de recursos humanos
e segurança no trabalho, conhecedores da cultura da organização, com influência
e acesso direto aos líderes e multiplicadores. É importante também, recomenda,
criar uma espécie de "comitê" de promoção da saúde ocupacional e
controle do estresse, responsável pelo gerenciamento, elaboração,
monitoramento, avaliação e divulgação do programa.
"Alguns estudos bem-sucedidos mostram que esses tipos
de programas criam uma melhoria no bem-estar e na satisfação pessoal e
profissional dos colaboradores, com aumento da produtividade em até 13%,
redução do absenteísmo em até 50% e diminuição nos custos com assistência
médica em até 40%", garante.
Para quem procura livrar-se do estresse profissional,
Dazzani sugere algumas auto-indagações: eu faço, efetivamente, o que gosto? Meu
trabalho me dá satisfação? A atividade que desempenho é a que eu realmente
gostaria de desenvolver? "A partir dessas respostas pode-se dar um passo
grande no processo de mudança pessoal e profissional, eliminando a principal fonte
do problema. Afinal de contas, ao fazer o que se gosta encerra-se o trabalho e
começa a diversão", constata.
***
Sistema Fieb adota Vivendo Bem
O Sistema Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia)
conta com um quadro de 2.600 colaboradores, que formam o público-alvo do
Programa Vivendo Bem, criado há dois anos de forma multidisplinar pelos setores
de gestão de pessoas, saúde ocupacional e educação, com o objetivo de promover
ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida. "Percebemos que o
estresse é bastante prevalecente entre os trabalhadores do Sistema Fieb",
diz a médica Eliane Cardoso, coordenadora técnica da equipe médica da unidade
de medicina do trabalho do Sesi. O programa, segundo ela, tem como finalidade
conscientizar dirigentes e funcionários quanto à necessidade de adotar medidas
preventivas (individuais e coletivas) que tornem o ambiente de trabalho mais
seguro e saudável.
O estresse profissional tem sido uma preocupação em todo o
mundo, diante da constatação de que 30% da força de trabalho apresenta sintomas
leves e de 5% a 10% já registra a doença com um nível maior de gravidade. Entre
as principais causas desse tipo de estresse, está o assédio moral, a exposição
a situações humilhantes, vexatórias. "A Organização Mundial de Saúde prevê
que dentro de 20 anos a depressão será uma das principais causas de morte e
incapacidade no mundo", alerta Eliane Cardoso.
A médica chama a atenção para o agravamento da situação em
função de fatores como desemprego, aumento da jornada de trabalho, múltiplas
responsabilidades, entre outras características atuais do mercado de trabalho.
E os jovens são os mais vulneráveis, por conta da insegurança própria de quem
ainda está se formando profissionalmente: "O estresse é uma resposta do
organismo quando é submetido a um esforço de adaptação, por isso é mais comum
nos jovens".
Eliane Cardoso observa que o estresse profissional atinge
tanto trabalhadores mais qualificados, que têm um nível de responsabilidade
maior, quanto os menos qualificados, afetados por problemas como remuneração,
jornada de trabalho, ambiente insalubre e instabilidade no emprego.
***
SINTOMAS DE ESTRESSE
Fumar e/ou beber mais do que o habitual
Comer demais ou súbita perda de apetite
Insônia ou cansaço fora do comum
Impulsividade ("pavio curto")
Dificuldade em tomar decisões
Dificuldade de concentração
Apatia ou desinteresse anormais
Mudanças bruscas de humor
***
INDíCIOS DE ANSIEDADE CRÔNICA
Tremores ou sensação de fraqueza
Tensão ou dor muscular
Inquietação
Fadiga fácil
Sensação de fôlego curto
Palpitações
Sudorese, mãos frias e úmidas
Boca seca
Vertigens e tonturas
Náuseas e diarréia
Rubor ou calafrios
Sensação de bolo na garganta
Impaciência
Resposta exagerada às surpresas
Deficiência de concentração ou memória
Dificuldade em manter o sono
Irritabilidade
Correio da Bahia, 29/09/2005
Aqui Salvador
Células-tronco
embrionárias são objetos de três estudos
PESQUISAS
Os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia vão financiar
41 projetos de pesquisa com células-tronco adultas derivadas da medula óssea,
do cordão umbilical e de outros tecidos e embrionárias. Entre as propostas
selecionadas, 38 envolvem estudos com células-tronco adultas e três com as
embrionárias.
Os pesquisadores Antônio Carlos Campos de Carvalho, do
Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL), do Rio de Janeiro,
Stevens Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Lídia Andreu
Guillo, da Universidade Federal de Goiás (UFG), foram os selecionados para
trabalhar com células-tronco embrionárias.
Os estudiosos acreditam que mais do que uma aplicação
terapêutica, a principal contribuição das células-tronco embrionárias será o
conhecimento do mecanismo de diferenciação celular, chamado de
transdiferenciação. As células-tronco são capazes de se transformar nos mais
variados tecidos do organismo.
Os pesquisadores pretendem utilizar esse potencial de
transformação das células-tronco para o tratamento de uma série de doenças e
também na reconstituição de tecidos, de pele, de ossos e de dentes. Eles
esperam ainda promover a melhoria da qualidade de vida de pacientes que
atualmente dependem de transplantes ou que estão em cadeiras de rodas.
Biossegurança - As pesquisas com células de embriões humanos
foram autorizadas em março, a partir da nova Lei 11.105. Antes da aprovação do
documento, os experimentos só podiam utilizar células-tronco adultas e de
cordão umbilical. Para realizar estudos com células-tronco embrionárias, a
legislação brasileira exige algumas condições: os embriões só podem ser usados
se forem doados com consentimento dos pais e se estiverem congelados há, pelo
menos, três anos a partir da data da publicação da lei. Não são permitidos
ainda o comércio de embriões, a produção e a manipulação genética e também a
clonagem humana.
A experiência brasileira nessa área ainda é pequena, mas com
o apoio do governo pode avançar rapidamente. Segundo a coordenadora de
biotecnologia em saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia do ministério,
Angélica Pontes, falta ainda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o
decreto que vai regulamentar a lei. O documento vai tratar dos embriões
inviáveis, que são os que podem ser utilizados para pesquisas, da criação de
bancos de embriões e das sanções administrativas.
***
Pesquisadora quer criar linhagem
Dos três estudos envolvendo células-tronco embrionárias, o
do pesquisador Antonio Carlos Campos de Carvalho, da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ), vai usar uma linhagem desenvolvida fora do Brasil, para
entender os mecanismos que as transformam em neurônios ou células do coração.
Já a pesquisadora Lídia Andreu Guillo, do Instituto de Biociências da
Universidade Federal de Goiás (UFG), pretende desenvolver essas linhagens no
país.
O fato é importante porque tentará entender como essas
células conseguem se dividir. Lídia Guillo explica que a idéia do projeto, que
será desenvolvida em parceria com pesquisadores do Instituto de Química da UFG
e com especialistas em reprodução humana, é entender os fatores que regulam a
proliferação das células-tronco. O outro projeto selecionado sobre células
embrionárias prevê a identificação das condições de culturas que favoreçam a
diferenciação das células-tronco embrionárias humanas em células do sistema
nervoso.
Todas as pesquisas são preliminares. Mesmo nos países onde
elas estão mais desenvolvidas, como na Inglaterra e na Coréia, os cientistas
ainda enfrentam grande dificuldade para controlar o cultivo das células
embrionárias e sua diferenciação em outros tipos de tecido.
A Tarde, 27/09/2005
Internacional
Saúde
Vacina de gripe poderá ser usada para tratar câncer de pulmão
Da EFE
Uma vacina contra a gripe, fácil de ser administrada, servirá no futuro para
tratar também carcinomas pulmonares, anunciaram nesta terça-feira, 27,
cientistas do Instituto de Edafologia da Universidade de Viena.
Os especialistas, coordenados pelo microbiólogo Christian Kittel, obtiveram os
primeiros resultados positivos em testes com cerca de ratos, cujos tumores,
produzidos artificialmente, desapareceram totalmente em alguns casos.
Os cientistas consideram que a medicina tem um longo caminho para percorrer
para transformar o procedimento em um tratamento destinado a pacientes humanos
doentes, mas estão convencidos de que os vírus da gripe neste caso poderão
contribuir para a cura do câncer de pulmão.
Segundo explicou hoje Kittel em Viena, o sistema imunológico humano normalmente
não tem chances de lutar contra o câncer porque não distingue as células
cancerosas das saudáveis.
Mas os microbiólogos conseguiram desenvolver a vacina, baseada em um vírus de
efeito atenuado, que "avisará" o sistema imune e o fará "entrar
em ação".
Os cientistas usam os vírus atenuados da vacina como uma "nave
transportadora de genes" que leva ao nível de programação genética uma
espécie de plano de construção para a "interleucina 2", substância
procedente da tecnologia genética que já foi aplicada contra os tumores
cancerosos, mas que, injetada em grandes doses, tem fortes efeitos colaterais.
Com o vírus da gripe como "nave genética", os especialistas esperam
evitar este problema, já que os pulmões deverão produzir por sua conta a
"interleucina 2" para incitar a formação de novas células imunes.
As mesmas devem, depois, provocar uma resposta imune forte e local nos pulmões
e permitir que o corpo identifique as células de câncer e lute contra o
carcinoma.
A Tarde, 27/09/2005
Internacional
Ciência
Aparelho permite pessoas com paralisia a falar com a mente
Da AFP
Pesquisadores japoneses inventaram um aparelho que permite às pessoas com
paralisia muscular dizer "sim" ou "não" medindo os fluxos
do sangue no cérebro.
Este aparato batizado de "Kokoro-gatari" ("falar com a
mente") foi desenvolvido de forma conjunta pela Hitachi, Excel do grupo
Mechatronix, e a Associação Japonesa de Enfermos com Esclerose Lateral
Amiotrófica.
As pessoas afetadas por esta grave enfermidade neurodegenerativa terminam por
não poder falar, nem efetuar o menor movimento, mas continuam pensando
normalmente.
Os pesquisadores criaram uma faixa que, colocada na cabeça do paciente, emite
raios infravermelhos que medem os fluxos de sangue no cérebro.
"Se o paciente quiser dizer sim, deve estimular seu pensamento, por
exemplo, fazendo um cálculo ou cantando uma canção, o que enviará um fluxo
adicional de sangue a seu lóbulo frontal", explicaram as empresas em um
comunicado.
Para dizer não, o paciente deve relaxar totalmente para deixar o fluxo de
sangue estável.
O aparelho dá uma resposta 80% correta em 36 segundos.
A invenção deverá ser comercializada no Japão no final de 2005 a um preço de
3.470 euros. Sua exportação no momento não é permitida.
|
A
Tarde, 26/09/2005 Nacional Saúde |
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A Tarde, 26/09/2005
Internacional
Saúde
Índia atingida por surto de encefalite
REUTERS
LUCKNOW – O número de mortos no pior surto de encefalite na
Índia em 30 anos chegou a 900, mas o índice de novas infecções caiu na última
semana, disseram autoridades neste domingo.
Mais de 4.200 pessoas ficaram doentes no Estado de Uttar Pradesh, altamente
populoso, no norte do país, desde o final de julho. Quase 90% das vítimas
fatais são crianças com entre 3 e 15 anos de idade, cerca de 810. “Com 12 mortes nas últimas 24 horas, o número total chegou a 914”, disse um porta-voz do governo de Uttar Pradesh.
A encefalite, inflamação do cérebro, é causada por um vírus encontrado em
porcos e em aves selvagens, transferido a humanos por picadas de mosquitos.
A doença afeta o cérebro e causa dor de cabeça, convulsões, febre alta e
problemas respiratórios. Muitos sobreviventes ficam deficientes física ou mentalmente.
Lentidão – Segundo autoridades, o número de
novos casos diminuiu, mas há crianças em hospitais, e muitas delas estão em
coma. “Nesta semana houve queda no número
de novos casos... mas ainda estamos tratando 189 crianças, com apenas 130
leitos”, disse K.P. Kushwaha, chefe da
unidade pediátrica do hospital estatal em Gorakhpur, no leste de Uttar Pradesh,
epicentro do surto.
Grupos de voluntários criticaram os governos do Estado e do país por não terem
vacinado o suficiente contra encefalite, apesar de surtos menores ocorridos nos
últimos 27 anos, e por lentidão para agir no surto deste ano, que ganhou
impulso com as chuvas de monções antecipadas.
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