Faculdade São Camilo

Biblioteca Padre Leocir
Pessini
Clipping
On-line
Ano 6 , n.218
De 24/10 à 30/10/05
Sumário de Matérias
-Gilberto Freyre e a articulação dos níveis micro e
macro na sociologia, Rev. bras. Ci.
Soc., jun. 2005, vol.20, no.58
-A Avaliação de Desempenho como Fator
Estratégico na Identificação de Talentos Humanos, Revista
Eletrônica de Administração - Número 2 - ano 1 - MAI/AGO 2002
-Decifra-me ou devoro-te: o que a filosofia tem a
ver com cultura analítica?, Portal Banas Qualidade
-O que fazer com os gerentes "
abusados", Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005
-Médicos
defendem a homeopatia, A Tarde, 30/10/2005
-História da homeopatia, A Tarde,
30/10/2005
-Excesso de iodo nutricional causa problemas na tireóide, Correio da
Bahia, 28/10/2005
-Psoríase afeta 5
milhões no Brasil, A Tarde, 27/10/2005
-Políticas
públicas devem seguir “passos” da Aids, A Tarde, 26/10/2005
-Sai nova liminar limitando reajuste de planos de saúde, Correio da
Bahia, 26/10/2005
-Aids ainda é
invísivel entre crianças, diz Unicef, A Tarde, 25/10/2005
-Laboratórios têm 180 dias para se adequar às normas da
Anvisa, Correio da Bahia, 25/10/2005
Rev. bras. Ci. Soc., jun. 2005, vol.20,
no.58
Gilberto Freyre
e a articulação dos níveis micro e macro na sociologia
Resumo
MORAIS, Jorge Ventura de e RATTON JR., José Luiz.Gilberto Freyre e
a articulação dos níveis micro e macro na sociologia. Rev. bras. Ci.
Soc., jun. 2005, vol.20, no.58, p.129-144. ISSN 0102-6909.
Este artigo aborda a obra de Gilberto Freyre a partir de um
dos problemas centrais da teoria sociológica contemporânea: a articulação entre
os níveis micro e macro. Dirigimos o foco da análise para a relação entre
fenômenos macrossociais (formação da família, decadência do patriarcado rural,
ascensão do bacharel e formação de uma cultura urbana nacional) e as biografias
- nível micro - utilizadas com freqüência pelo autor (Félix Cavalcanti de
Albuquerque, Padre Ibiapina, Joaquim Nabuco e Gonçalves Dias, entre outros).
Procuramos avaliar se a passagem do nível macro para o nível micro, na obra do
autor pernambucano, pode ser entendida a partir de categorias como redução,
agregação e superveniência.
Palavras-chave: Gilberto Freyre; Sociologia e
biografia; Explicação; Redução e agregação; Articulação micro-macro.
Revista Eletrônica de Administração
- Número 2 - ano 1 - MAI/AGO 2002
A Avaliação de Desempenho como Fator Estratégico na
Identificação de Talentos Humanos
Autora: Prof.ª Christiane Madalena M. de Alcantara;
Portal Banas Qualidade
www.banasqualidade.com.br Decifra-me
ou devoro-te: o que a filosofia tem a ver com cultura analítica? |
|
Henrique Souza Com a correria
do mundo moderno, as pessoas têm menos tempo para observar o que acontece ao
seu redor. A contemplação tornou-se apenas uma palavra bonita do dicionário e
totalmente distante da realidade. Neste contexto, a filosofia, que já era
complicada para a maioria, ficou indecifrável. Gente de todas as idades
continua a encontrar dificuldade para enxergar nexo nos meandros deste estudo
e, por vezes, apontam, equivocadamente, sua 'inconsistência', alegando que
nada tem a ver com nada. Resultado: desistem. O que acontece é simples e, também, muito sério. Houve uma
perda da capacidade de análise. Esquecemos ou, o que é pior, nunca aprendemos
a analisar cada fato, pensar a respeito, desvendar as entrelinhas e optar
pela melhor alternativa. Esta dificuldade estendeu-se para as mais variadas
instâncias da sociedade e, obviamente, atinge profissionais de todos os
cargos e que atuam nos mais diversos segmentos. É como se, freqüentemente,
nos deparássemos com um dos mais famosos dilemas da Antigüidade, quando os
viajantes, que passavam pelo Egito Antigo, encontravam a esfinge, que os
inquiria: "decifra-me ou devoro-te". É evidente que diante das questões profissionais do
dia-a-dia, das mais prosaicas às mais cruciais, é preciso aprimorar a
capacidade analítica. E, é bom lembrar, que a solução do problema não é tão
simples e, nem mesmo, óbvia. Ora, nem mesmo os profissionais que utilizam
ferramentas estatísticas para análise de dados - normalmente dos segmentos
industriais -, desenvolveram esta capacidade. Em geral, possuem uma formação
estatística deficitária, o que os leva a olhar para aquela profusão de
tabelas, gráficos e relatórios despejados por esses sistemas, da mesma forma
que os antigos viajantes olhavam para a esfinge. É neste ponto que as empresas precisam atentar para a
capacitação, especificamente analítica, dos seus profissionais. Fica claro
que não é suficiente ter nas mãos, somente, poderosas ferramentas. É preciso
aprimorar a capacidade analítica dos funcionários para que possam extrair
delas, o máximo de seu potencial. Neste sentido, é óbvio que não dá para
mandar todo mundo de volta para a sala de aula e, nem tão pouco, exigir que
façam cursos de filosofia ou, ainda, contratar um estatístico para acompanhar
cada departamento. Esta última opção, embora praticada por algumas
corporações, esbarra nas necessidades atuais de trabalho, que precisa ser
cada vez mais colaborativo e cria, em geral, um processo de 'clientela
interna', o que não combina com esta necessidade. Além disso, por mais que um estatístico conheça as
tabelas, gráficos e técnicas, também precisa conhecer profundamente o negócio
e suas nuances para garantir uma visão adequada para a tomada de decisão.
Neste contexto, é determinante o investimento na formação analítica de
técnicos, engenheiros, gerentes, administradores etc. E, por incrível que
pareça (embora seja totalmente razoável), o que se tem visto, cada vez mais,
é que estes treinamentos têm ficado a cargo dos próprios fornecedores de
ferramentas estatísticas, que detectaram a deficiência e, com o intuito de
desmistificar a ferramenta e garantir que seus clientes acessem todo o valor
agregado da tecnologia, formataram cursos e treinamentos para manuseio dessas
ferramentas. A que se considerar também, o esforço desses
desenvolvedores em tornar as ferramentas de análise estatística mais
amigáveis, com a incorporação de recursos intuitivos e interativos. Houve
também um abandono de linguagens proprietárias de programação, bem como, a
inclusão de serviços de suporte especializados em análise estatística, que
vão além do convencional suporte técnico. Apesar de facilitar o manuseio,
estes avanços ainda são insuficientes, já que os treinamentos não suprem
totalmente a necessidade, que abrange um nível acima: capacidade de análise.
E, de fato, as empresas que enxergam esse panorama e buscam gerar em seus
colaboradores um hábito crescente de obtenção de embasamento
científico-analítico, por meio do domínio de técnicas e ferramentas
disponíveis no mercado, ampliam, significativamente, as condições de tomar
decisões corretas. E, essa prática contínua, além de habilitar os
profissionais na utilização dos recursos tecnológicos, sobretudo, ajudam a
desenvolver a capacidade e o raciocínio analítico frente a todas as situações
do dia-a-dia, inclusive as filosóficas. Assim, é acertado concluir que a única alternativa é
investir em formação analítica dos profissionais. Afinal, estamos falando do
capital intelectual; da 'parte' do processo responsável por pensar, analisar,
decidir, realizar, conquistar, sensibilizar, usando a ferramenta mais
eficiente que se tem notícia: o intelecto. Estas qualidades são genuinamente
humanas e, por mais avançadas que sejam as máquinas, sistemas e tecnologias
analíticas, nunca terão esta capacidade. E, é improvável que um dia venham a
substituir o Homem, como canta o folclore tecnológico. Henrique
Souza é gerente de relacionamento da StatSoft South America,
especializada em análise de dados e sistemas estatísticos avançados - www.statsoft.com.br |
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Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005 ACESSE UPDATE |
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Temas | Gerência, Gestão de pessoas |
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Publicado | Setembro/Outubro |
Em sua empresa há gerentes que
levam o crédito pelas idéias dos subordinados, os humilham em público e falam
mal deles pelas costas? É bom descobrir. Esses profissionais geram bons
resultados no curto prazo, mas são um desastre no longo prazo.
A Tarde, 30/10/2005
Local
Saúde
Médicos defendem a homeopatia
Estudo coloca em dúvida efeito curativo, comparando-o ao dos placebos;
homeopatas baianos discordam
Sylvia Verônica
Pesquisa realizada por cientistas da Suíça e da Grã-Bretanha em 110 tratamentos
de asma, alergias e problemas musculares com o uso de remédios homeopáticos
constatou que o efeito do método é comparado ao dos placebos, pílulas sem
efeito curativo prescritas aos pacientes para estudos comparativos. O trabalho
foi publicado na revista científica de circulação internacional The Lancet, em
agosto passado.
Os autores do texto provocaram os homeopatas, defendendo que sejam honestos e
não iludam seus pacientes. Sobre o relato de pessoas que se dizem sentir
melhores depois do tratamento homeopático, os cientistas acreditam que isto se
deve a fatores psicológicos.
A homeopata baiana Maria Amélia Soares da Cunha, médica há 38 anos, tem opinião
diferente. Ela acredita que a indústria farmacêutica seja a mais interessada no
descrédito da homeopatia, porque os remédios não podem ser produzidos em escala
industrial. Isso porque a homeopatia entende que cada doente é diferente do
outro.
“O remédio não age agredindo o organismo e, sim, buscando a reação do doente
para que ele se defenda e seja curado. Age de dentro para fora, dos órgãos mais
importantes para os menos importantes, equilibra as energias”, explica Maria
Amélia, que, ao longo da carreira, garante ter obtido curas de cálculos renais,
cistos, diabetes, câncer, entre outros males.
ALOPATIA – E ressalta que, se o tratamento relatado na pesquisa não
surtiu efeito, provavelmente ocorreu uma das seguintes situações: o paciente
não usou o remédio corretamente ou não relatou seus sintomas com precisão, ou
ainda o médico não soube pesquisar os sintomas ou fez associações com a
alopatia.
“O paciente deve dizer tudo que sente, como era antes de adoecer. Não é a
bactéria ou o vírus que causam a doença. Eles apenas encontram terreno propício
para se desenvolver. O que a homeopatia faz é tornar o ambiente inóspito a
esses agentes”, explica a médica.
O assunto é controverso, mas a Organização Mundial de Saúde já defendeu a
eficácia da homeopatia. No artigo Homoeopathy: review and analysis of reports
on controlled clinical trials, a OMS afirma que o método terapêutico se mostrou
superior ao placebo em experimentos controlados e equivalente à medicina
convencional no tratamento de doenças, tanto em homens quanto em animais.
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A Tarde, 30/10/2005 Local Saúde ·
Em 1790, Christian Frederick Samuel Hahnemann, doutor em medicina pela
Universidade de Erlanger, traduzia um livro médico de William Cullen, chamado
Matéria Médica, quando ficou fascinado com a indicação clínica da quina
(planta originária do Peru com propriedades antitérmicas) para o tratamento
da malária. ·
Começou a estudar a eficácia do tratamento levando em conta o adágio
hipocrático “semelhante cura semelhante”. Assim decidiu ingerir a quina e
observar suas reações. ·
Percebeu no próprio organismo uma reação tóxica muito similar aos
sintomas da malária. Havia portanto identidade entre a enfermidade e o
medicamento, ou seja, o agente capaz de causar uma enfermidade poderia
curá-la. A experiência foi confirmada em familiares e amigos. Em 1835,
Hahnemann curou um tuberculoso, recebendo, por isso, autorização oficial do
governo francês para exercer a medicina homeopática. |
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Correio da Bahia, 28/10/2005
Aqui Salvador
Excesso de iodo
nutricional causa problemas na tireóide
SAL DE COZINHA
Um estudo epidemiológico realizado pela Faculdade de
Medicina da USP (FMUSP) e a unidade de tireóide do Hospital das Clínicas
constatou um aumento do número de casos de tireóide crônica auto-imune, também
conhecida por tireóide de Hashimoto (TH), em função do consumo excessivo de
iodo contido no sal de cozinha.
O levantamento foi feito em 2004 e 2005, em duas regiões da
Grande São Paulo: São Bernardo do Campo e a área vicinal do Pólo Petroquímico
de Capuava (Mauá, Capuava e Santo André). A tireoidite de Hashimoto é uma
doença auto-imune, que atinge mais as mulheres, na qual o próprio organismo
produz anticorpos contra a glândula tireóide, levando a uma inflamação crônica
que pode causar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu
funcionamento (hipotireoidismo).
O estudo, financiado pela Fapesp, comprovou que 82 das 420
pessoas analisadas na Vila Paulicéia, em São Bernardo, ou seja, 19,5%, tinham
tireoidite de Hashimoto, e 64 das 409 que foram examinadas na área vicinal do
Pólo Petroquímico de Capuava, o que equivale a 15,6%, sofriam da doença.
Segundo o coordenador da pesquisa, o endocrinologista Geraldo Medeiros Neto,
professor da FMUSP e médico da unidade de tireóide do HC, em 52% do total de
pacientes analisados nas duas áreas, a concentração de iodo na urina
ultrapassou o nível máximo recomendável de 300 microgramas de iodo por litro
(mcg/l), o que comprova que o aumento de casos de tireoidite de Hashimoto
deve-se ao fato de a população brasileira estar sob excesso nutricional de
iodo.
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Tarde, 27/10/2005 Local |
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A
Tarde, 26/10/2005 Local Saúde |
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Correio da Bahia, 26/10/2005
Economia
Sai nova liminar
limitando reajuste de planos de saúde
NOVELA
SÃO PAULO - A novela sobre o aumento dos planos de saúde
antigos - com contratos assinados antes de 1999 - parece não ter fim. O
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Ministério Público
Federal conseguiram anteontem uma liminar que suspende reajustes superiores a
11,75% (para períodos de maio de 2004 a abril de 2005) e 11,69% (de maio de
2005 a abril de 2006). A liminar foi contra tanto as cinco maiores operadoras
de saúde do Brasil - Bradesco, Sul América, Golden Cross, Amil e Itaú - como
também contra a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A liminar obtida pelo Ministério Público de São Paulo e pelo
Idec, diferentemente de outras em vigor, protege os consumidores de todo o país
e limita o reajuste a 11,69%. No Rio, em São Paulo e na Bahia já havia outras
liminares proibindo o aumento, mas nem todas impediam reajustes superiores ao
autorizado para os contratos novos e nem incluíam todas as cinco operadoras. No
caso da Sul América, em São Paulo e na Bahia, a empresa só pode cobrar o
reajuste de 11,69%. Já no Rio, a Justiça permitiu a cobrança de um reajuste
anual de 15,67%, mas não do resíduo de 9,02%. A Bradesco Saúde pode cobrar no
Rio e em São Paulo o reajuste anual de 15,67%, mas não o resíduo de 8,76%. Já
na Bahia, o reajuste está limitado a 11,69%.
O advogado José Luiz Toro, presidente do Instituto
Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar, explica que a liminar pode cair a
qualquer momento. "O Supremo Tribunal Federal entende que a lei dos planos
não pode ser aplicada aos antigos", explica.
As operadoras e a ANS ainda não foram notificadas
oficialmente sobre a liminar. "Só é possível fazer qualquer pronunciamento
depois do comunicado oficial", informou a ANS, por meio de nota. As
notificações deverão ser entregues até o fim desta semana. Até lá, consumidores
que tiverem boletos com vencimento nos próximos dias devem ainda pagar os
reajustes atuais.
A Tarde, 25/10/2005
Ambiente & Vida
Saúde
Aids ainda é invísivel entre crianças, diz Unicef
Da Reuters
A cada minuto uma criança morre de Aids, mas somente 5% das contaminadas têm
acesso a drogas que prolongam a vida, disse nesta terça-feira, 25, o Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao lançar uma nova campanha.
Ann Veneman, diretora-executiva do órgão, fez uma apelo por mais fundos para
crianças com HIV, o vírus que causa a Aids. Ela espera que o mundo gaste 33
bilhões de dólares nos próximos cinco anos de fundos já prometidos e de outros
que virão.
"Quase 25 anos depois do começo da pandemia, esta doença muito aparente
continua tendo uma face invisível e que é a face da criança", disse
Veneman em entrevista coletiva para lançar a campanha.
"Uma geração inteira de jovens de hoje não conheceu um mundo livre de HIV
e Aids", afirmou. "É uma doença que redefiniu suas infâncias,
forçando que crescessem sozinhas muito rapidamente ou, infelizmente, não
crescessem."
A campanha, que envolve Peter Piot, chefe do Unaids -- grupo da ONU que
coordena as ações contra a doença --, pretende tratar crianças com drogas
anti-retroviais e evitar que mulheres grávidas transmitam o vírus.
Mais de 39 milhões de pessoas, a maioria da África, vivem com a doença, apesar
dos oito bilhões de dólares que devem ser gastos neste ano. Piot disse que
somente 12 por cento dos adultos e crianças que precisam de tratamento estão
recebendo.
Crianças da África subsaariana representam mais de 85 por cento de todos os
jovens com menos de 15 anos que vivem com a doença e o Oriente Médio ainda não
enfrenta o assunto de frente, disse Peter McDermott, chefe da seção HIV/Aids do
Unicef.
Mas ele afirmou que o Djibouti e o Irã estão assumindo a liderança no combate à
pandemia e que a campanha será lançada em uma conferência islâmica em Rabat, no
Marrocos.
O Brasil, que tem o programa contra a Aids de maior sucesso entre países em
desenvolvimento, em parte devido à produção de drogas genéricas, está
compartilhando seu conhecimento e fornecendo remédios para outros países,
ressaltou.
Veneman afirmou que os países devem seguir o exemplo da Irlanda, que anunciou
que dedicará às crianças 20 por cento do dinheiro que doará para as campanhas
globais contra a Aids.
Correio da Bahia, 25/10/2005
Aqui Salvador
Laboratórios
têm 180 dias para se adequar às normas da Anvisa
Nova legislação visa garantir a qualidade dos exames e
a redução dos riscos
Daniel Freitas
Laboratórios devem se adequar à primeira legislação federal
criada especificamente para o setor
Através da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC)
nº302/2005, em vigor desde o último dia 14, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) estabelece normas a serem seguidas por laboratórios de
análises clínicas. A idéia é garantir a qualidade dos exames e a diminuição dos
riscos inerentes à rotina nessas unidades que trabalham com coleta de material,
análise de amostras e emissão de laudos. A RDC figura como a primeira
legislação de vigilância sanitária no âmbito federal em laboratórios clínicos e
postos de coleta no país. No Brasil, calcula-se que existem cerca de 18 mil
laboratórios que realizam diagnósticos para tratamento médico. O prazo para
adequação às novas exigências é de 180 dias.
Erros - Entre as normas (veja box), está a necessidade de se
manter um arquivo de exames já realizados por até cinco anos, de modo a
permitir a rastreabilidade deles sempre que necessário. Quando o resultado de
um exame for mais alarmante, é preciso também que o laboratório comunique o
fato imediatamente ao médico do paciente, para que o tratamento seja
providenciado o quanto antes. O objetivo desses procedimentos é evitar erros
que podem levar ao tratamento equivocado e até o agravamento da doença. Em
Salvador, a gerente de qualidade do Laboratório Leme, Socorro Colen, explica
que a RDC vem reforçar aquilo que o laboratório já cumpre desde 1998, amparado
pelo Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos (Palc) e pela ISO 9001.
"Assim, buscamos a precisão e a exatidão dos resultados
de nossos exames, sendo que o Leme também possui a licença ambiental concedida
pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cepram) e pelo Centro de Recursos
Ambientais (CRA)", conta a gerente. A RDC também obriga que os
laboratórios sejam inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
(CNES) e fixa a necessidade de cada um deles possuir um profissional legalmente
habilitado como responsável técnico - com registro no Conselho Regional de
Medicina (CRM), se for médico, ou no Conselho Regional de Farmácia (CRF), se
for farmacêutico.
A RDC tem o objetivo de evitar que aconteçam erros
referentes aos exames. Em alguns estados do país, há histórias que se tornaram
clássicas em relação a esse tipo de equívoco. Um deles ocorreu há
aproximadamente dois anos em Belo Horizonte, quando um determinado laboratório
emitiu exames com resultados positivos de HIV em proporções exorbitantes. O
fato assustou o Ministério da Saúde, que analisou a situação de perto e
verificou que as pessoas que se submeteram ao exame em questão já começavam a
tomar o coquetel anti-Aids e a apresentar sérios problemas, como até mesmo
amputação de membros. Na época, o laboratório mineiro quase fechou as portas.
Outro episódio aconteceu com um laboratório do Rio de
Janeiro que testava uma vacina, há cerca de cinco anos. Mesmo com pessoas
apresentando efeitos colaterais (vômitos e dor de cabeça) após tomarem a
vacina, foi divulgado que ela era eficiente e uma amostra foi enviada para a
França. Lá, coincidentemente, o resultado também foi positivo, mas a amostra
foi rejeitada após ser enviada para o Japão e a Alemanha, países que utilizam
tecnologia mais avançadas. Provada a ineficiência da citada vacina, o caso foi
abafado. O mesmo ocorreu com um teste de paternidade realizado ano passado aqui
em Salvador, que teve o resultado errado. O mesmo teste foi feito em outro
estado, o resultado foi diferente e o caso também foi abafado. Consta,
inclusive, que o reconhecimento da paternidade envolvia uma fortuna em
dinheiro.
***
PÚBLICOS
Apesar de as determinações da RDC nº302/2005 da Anvisa serem
mais voltadas para os laboratórios clínicos privados, elas também valem para os
públicos. Diante disso, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen),
vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), está revisando as
suas normas para atender plenamente o que prega a resolução. O diretor João
Manoel Rodrigues afirma que o laboratório já conta com um sistema de qualidade
implantado desde 2000. Amparado pela NIT-DICLA-083 do Instituto de Metrologia e
Qualidade (Inmetro) e pela ISSO 17.025, da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), o Lacen é o quarto laboratório em qualidade no país, atrás
apenas da Fundação Osvaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ) e de mais dois
laboratórios - um de Pernambuco e outro de Minas Gerais.
***
DETERMINAÇÕES
O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem
possuir um profissional legalmente habilitado como responsável técnico.
Em caso de impedimento do responsável técnico, o laboratório
clínico e o posto de coleta laboratorial devem contar com um profissional
legalmente habilitado para substitui-lo.
Todo laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial,
público e privado devem estar inscritos no Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Informações confidenciais aos pacientes devem ser
protegidas.
O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem
dispor de instruções escritas e atualizadas das rotinas técnicas implantadas.
O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem
disponibilizar ao paciente ou responsável, instruções escritas e ou verbais, em
linguagem acessível, orientando sobre o preparo e coleta de amostras tendo como
objetivo o entendimento do paciente.
O laboratório clínico deve assegurar a confiabilidade dos
serviços laboratoriais prestados, por meio do controle interno e externo da
qualidade.
Os laboratórios também devem implantar um programa de
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS), de forma a dar a
destinação adequada ao lixo produzido no local.
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