Faculdade São Camilo

Biblioteca Padre Leocir Pessini

 

  Clipping On-line

Ano 6 , n.218

De 24/10 à 30/10/05  

 

Sumário de Matérias

 


-Gilberto Freyre e a articulação dos níveis micro e macro na sociologia, Rev. bras. Ci. Soc., jun. 2005, vol.20, no.58

-A Avaliação de Desempenho como Fator Estratégico na Identificação de Talentos Humanos, Revista Eletrônica de Administração - Número 2 - ano 1 - MAI/AGO 2002

-Decifra-me ou devoro-te: o que a filosofia tem a ver com cultura analítica?, Portal Banas Qualidade

-O que fazer com os gerentes " abusados", Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005

-Médicos defendem a homeopatia, A Tarde, 30/10/2005

-História da homeopatia, A Tarde, 30/10/2005

-Excesso de iodo nutricional causa problemas na tireóide, Correio da Bahia, 28/10/2005

-Psoríase afeta 5 milhões no Brasil, A Tarde, 27/10/2005

-Políticas públicas devem seguir “passos” da Aids, A Tarde, 26/10/2005

-Sai nova liminar limitando reajuste de planos de saúde, Correio da Bahia, 26/10/2005

-Aids ainda é invísivel entre crianças, diz Unicef, A Tarde, 25/10/2005

-Laboratórios têm 180 dias para se adequar às normas da Anvisa, Correio da Bahia, 25/10/2005


Rev. bras. Ci. Soc., jun. 2005, vol.20, no.58

 

Gilberto Freyre e a articulação dos níveis micro e macro na sociologia

 

Resumo

MORAIS, Jorge Ventura de e RATTON JR., José Luiz.Gilberto Freyre e a articulação dos níveis micro e macro na sociologia. Rev. bras. Ci. Soc., jun. 2005, vol.20, no.58, p.129-144. ISSN 0102-6909.

Este artigo aborda a obra de Gilberto Freyre a partir de um dos problemas centrais da teoria sociológica contemporânea: a articulação entre os níveis micro e macro. Dirigimos o foco da análise para a relação entre fenômenos macrossociais (formação da família, decadência do patriarcado rural, ascensão do bacharel e formação de uma cultura urbana nacional) e as biografias - nível micro - utilizadas com freqüência pelo autor (Félix Cavalcanti de Albuquerque, Padre Ibiapina, Joaquim Nabuco e Gonçalves Dias, entre outros). Procuramos avaliar se a passagem do nível macro para o nível micro, na obra do autor pernambucano, pode ser entendida a partir de categorias como redução, agregação e superveniência.

Palavras-chave: Gilberto Freyre; Sociologia e biografia; Explicação; Redução e agregação; Articulação micro-macro.

 

Leia o artigo na íntegra


Revista Eletrônica de Administração - Número 2 - ano 1 - MAI/AGO 2002

 

A Avaliação de Desempenho como Fator Estratégico na Identificação de Talentos Humanos
Autora: Prof.ª Christiane Madalena M. de Alcantara;

 

Leia o artigo na íntegra


Portal Banas Qualidade

www.banasqualidade.com.br

 

Decifra-me ou devoro-te: o que a filosofia tem a ver com cultura analítica?

 

 

Henrique Souza

 

Com a correria do mundo moderno, as pessoas têm menos tempo para observar o que acontece ao seu redor. A contemplação tornou-se apenas uma palavra bonita do dicionário e totalmente distante da realidade. Neste contexto, a filosofia, que já era complicada para a maioria, ficou indecifrável. Gente de todas as idades continua a encontrar dificuldade para enxergar nexo nos meandros deste estudo e, por vezes, apontam, equivocadamente, sua 'inconsistência', alegando que nada tem a ver com nada. Resultado: desistem.

O que acontece é simples e, também, muito sério. Houve uma perda da capacidade de análise. Esquecemos ou, o que é pior, nunca aprendemos a analisar cada fato, pensar a respeito, desvendar as entrelinhas e optar pela melhor alternativa. Esta dificuldade estendeu-se para as mais variadas instâncias da sociedade e, obviamente, atinge profissionais de todos os cargos e que atuam nos mais diversos segmentos. É como se, freqüentemente, nos deparássemos com um dos mais famosos dilemas da Antigüidade, quando os viajantes, que passavam pelo Egito Antigo, encontravam a esfinge, que os inquiria: "decifra-me ou devoro-te".

É evidente que diante das questões profissionais do dia-a-dia, das mais prosaicas às mais cruciais, é preciso aprimorar a capacidade analítica. E, é bom lembrar, que a solução do problema não é tão simples e, nem mesmo, óbvia. Ora, nem mesmo os profissionais que utilizam ferramentas estatísticas para análise de dados - normalmente dos segmentos industriais -, desenvolveram esta capacidade. Em geral, possuem uma formação estatística deficitária, o que os leva a olhar para aquela profusão de tabelas, gráficos e relatórios despejados por esses sistemas, da mesma forma que os antigos viajantes olhavam para a esfinge.

É neste ponto que as empresas precisam atentar para a capacitação, especificamente analítica, dos seus profissionais. Fica claro que não é suficiente ter nas mãos, somente, poderosas ferramentas. É preciso aprimorar a capacidade analítica dos funcionários para que possam extrair delas, o máximo de seu potencial. Neste sentido, é óbvio que não dá para mandar todo mundo de volta para a sala de aula e, nem tão pouco, exigir que façam cursos de filosofia ou, ainda, contratar um estatístico para acompanhar cada departamento. Esta última opção, embora praticada por algumas corporações, esbarra nas necessidades atuais de trabalho, que precisa ser cada vez mais colaborativo e cria, em geral, um processo de 'clientela interna', o que não combina com esta necessidade.

Além disso, por mais que um estatístico conheça as tabelas, gráficos e técnicas, também precisa conhecer profundamente o negócio e suas nuances para garantir uma visão adequada para a tomada de decisão. Neste contexto, é determinante o investimento na formação analítica de técnicos, engenheiros, gerentes, administradores etc. E, por incrível que pareça (embora seja totalmente razoável), o que se tem visto, cada vez mais, é que estes treinamentos têm ficado a cargo dos próprios fornecedores de ferramentas estatísticas, que detectaram a deficiência e, com o intuito de desmistificar a ferramenta e garantir que seus clientes acessem todo o valor agregado da tecnologia, formataram cursos e treinamentos para manuseio dessas ferramentas.

A que se considerar também, o esforço desses desenvolvedores em tornar as ferramentas de análise estatística mais amigáveis, com a incorporação de recursos intuitivos e interativos. Houve também um abandono de linguagens proprietárias de programação, bem como, a inclusão de serviços de suporte especializados em análise estatística, que vão além do convencional suporte técnico. Apesar de facilitar o manuseio, estes avanços ainda são insuficientes, já que os treinamentos não suprem totalmente a necessidade, que abrange um nível acima: capacidade de análise. E, de fato, as empresas que enxergam esse panorama e buscam gerar em seus colaboradores um hábito crescente de obtenção de embasamento científico-analítico, por meio do domínio de técnicas e ferramentas disponíveis no mercado, ampliam, significativamente, as condições de tomar decisões corretas. E, essa prática contínua, além de habilitar os profissionais na utilização dos recursos tecnológicos, sobretudo, ajudam a desenvolver a capacidade e o raciocínio analítico frente a todas as situações do dia-a-dia, inclusive as filosóficas.

Assim, é acertado concluir que a única alternativa é investir em formação analítica dos profissionais. Afinal, estamos falando do capital intelectual; da 'parte' do processo responsável por pensar, analisar, decidir, realizar, conquistar, sensibilizar, usando a ferramenta mais eficiente que se tem notícia: o intelecto. Estas qualidades são genuinamente humanas e, por mais avançadas que sejam as máquinas, sistemas e tecnologias analíticas, nunca terão esta capacidade. E, é improvável que um dia venham a substituir o Homem, como canta o folclore tecnológico.

 

Henrique Souza é gerente de relacionamento da StatSoft South America, especializada em análise de dados e sistemas estatísticos avançados - www.statsoft.com.br

 


Revista HSM Management. Ano 9, n.52, set./out.2005

 

ACESSE UPDATE
O que fazer com os gerentes " abusados"

Temas | Gerência, Gestão de pessoas

 

Publicado | Setembro/Outubro

Em sua empresa há gerentes que levam o crédito pelas idéias dos subordinados, os humilham em público e falam mal deles pelas costas? É bom descobrir. Esses profissionais geram bons resultados no curto prazo, mas são um desastre no longo prazo.

 

Leia o artigo na íntegra


A Tarde, 30/10/2005

Local

 

Saúde
Médicos defendem a homeopatia

Estudo coloca em dúvida efeito curativo, comparando-o ao dos placebos; homeopatas baianos discordam

Sylvia Verônica


Pesquisa realizada por cientistas da Suíça e da Grã-Bretanha em 110 tratamentos de asma, alergias e problemas musculares com o uso de remédios homeopáticos constatou que o efeito do método é comparado ao dos placebos, pílulas sem efeito curativo prescritas aos pacientes para estudos comparativos. O trabalho foi publicado na revista científica de circulação internacional The Lancet, em agosto passado.

Os autores do texto provocaram os homeopatas, defendendo que sejam honestos e não iludam seus pacientes. Sobre o relato de pessoas que se dizem sentir melhores depois do tratamento homeopático, os cientistas acreditam que isto se deve a fatores psicológicos.

A homeopata baiana Maria Amélia Soares da Cunha, médica há 38 anos, tem opinião diferente. Ela acredita que a indústria farmacêutica seja a mais interessada no descrédito da homeopatia, porque os remédios não podem ser produzidos em escala industrial. Isso porque a homeopatia entende que cada doente é diferente do outro.

“O remédio não age agredindo o organismo e, sim, buscando a reação do doente para que ele se defenda e seja curado. Age de dentro para fora, dos órgãos mais importantes para os menos importantes, equilibra as energias”, explica Maria Amélia, que, ao longo da carreira, garante ter obtido curas de cálculos renais, cistos, diabetes, câncer, entre outros males.

ALOPATIA – E ressalta que, se o tratamento relatado na pesquisa não surtiu efeito, provavelmente ocorreu uma das seguintes situações: o paciente não usou o remédio corretamente ou não relatou seus sintomas com precisão, ou ainda o médico não soube pesquisar os sintomas ou fez associações com a alopatia.

“O paciente deve dizer tudo que sente, como era antes de adoecer. Não é a bactéria ou o vírus que causam a doença. Eles apenas encontram terreno propício para se desenvolver. O que a homeopatia faz é tornar o ambiente inóspito a esses agentes”, explica a médica.

O assunto é controverso, mas a Organização Mundial de Saúde já defendeu a eficácia da homeopatia. No artigo Homoeopathy: review and analysis of reports on controlled clinical trials, a OMS afirma que o método terapêutico se mostrou superior ao placebo em experimentos controlados e equivalente à medicina convencional no tratamento de doenças, tanto em homens quanto em animais.


A Tarde, 30/10/2005

Local

 

Saúde
História da homeopatia

·  Em 1790, Christian Frederick Samuel Hahnemann, doutor em medicina pela Universidade de Erlanger, traduzia um livro médico de William Cullen, chamado Matéria Médica, quando ficou fascinado com a indicação clínica da quina (planta originária do Peru com propriedades antitérmicas) para o tratamento da malária.

·  Começou a estudar a eficácia do tratamento levando em conta o adágio hipocrático “semelhante cura semelhante”. Assim decidiu ingerir a quina e observar suas reações.

·  Percebeu no próprio organismo uma reação tóxica muito similar aos sintomas da malária. Havia portanto identidade entre a enfermidade e o medicamento, ou seja, o agente capaz de causar uma enfermidade poderia curá-la. A experiência foi confirmada em familiares e amigos. Em 1835, Hahnemann curou um tuberculoso, recebendo, por isso, autorização oficial do governo francês para exercer a medicina homeopática.

 

 


Correio da Bahia, 28/10/2005

Aqui Salvador

 

Excesso de iodo nutricional causa problemas na tireóide
SAL DE COZINHA

Um estudo epidemiológico realizado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e a unidade de tireóide do Hospital das Clínicas constatou um aumento do número de casos de tireóide crônica auto-imune, também conhecida por tireóide de Hashimoto (TH), em função do consumo excessivo de iodo contido no sal de cozinha.

O levantamento foi feito em 2004 e 2005, em duas regiões da Grande São Paulo: São Bernardo do Campo e a área vicinal do Pólo Petroquímico de Capuava (Mauá, Capuava e Santo André). A tireoidite de Hashimoto é uma doença auto-imune, que atinge mais as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide, levando a uma inflamação crônica que pode causar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento (hipotireoidismo).

O estudo, financiado pela Fapesp, comprovou que 82 das 420 pessoas analisadas na Vila Paulicéia, em São Bernardo, ou seja, 19,5%, tinham tireoidite de Hashimoto, e 64 das 409 que foram examinadas na área vicinal do Pólo Petroquímico de Capuava, o que equivale a 15,6%, sofriam da doença. Segundo o coordenador da pesquisa, o endocrinologista Geraldo Medeiros Neto, professor da FMUSP e médico da unidade de tireóide do HC, em 52% do total de pacientes analisados nas duas áreas, a concentração de iodo na urina ultrapassou o nível máximo recomendável de 300 microgramas de iodo por litro (mcg/l), o que comprova que o aumento de casos de tireoidite de Hashimoto deve-se ao fato de a população brasileira estar sob excesso nutricional de iodo.

 


A Tarde, 27/10/2005

Local

Saúde
Psoríase afeta 5 milhões no Brasil

Portador da doença de pele, que é incurável, sofre preconceito social por causa da crença equivocada de que é contagiosa

FABIANA MASCARENHAS


“Fui presenteado com uma camisa regata há quatro anos e, desde então, só vesti duas vezes. Costumo deixar os braços cobertos não por vergonha, mas pelo preconceito da sociedade. É muito triste perceber que algumas pessoas chegam a ter nojo da gente”. A declaração do assessor técnico Wilson Meira retrata a realidade vivida por muitos portadores de psoríase, doença de pele incurável que afeta 190 milhões de pessoas em todo mundo. No Brasil, não há dados oficiais, mas estima-se que o País possui cinco milhões de portadores.

A enfermidade manifesta-se com o surgimento de manchas e placas avermelhadas na pele, geralmente com escamação esbranquiçada, que podem se transformar em ferimentos. Sábado, 29, é o Dia Mundial da Psoríase, e a data foi instituída tendo, justamente, como principais objetivos o esclarecimento sobre a doença e a criação de movimentos que levem à diminuição do preconceito.

“O maior problema é a desinformação. Muitas pessoas sequer sabem o que é psoríase e, quando vêem, acham que é algo transmissível, mas é preciso deixar claro que a doença não é contagiosa”, esclarece a dermatologista Fátima Paim, coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Serviço de Dermatologia do Hospital Professor Edgar Santos, referência estadual no tratamento dos portadores.

Segundo a dermatologista, a psoríase é uma das doenças cutâneas mais comuns e pode se desenvolver em igual proporção entre homens e mulheres, embora seja mais comum surgir entre os 20 e os 40 anos. A causa da doença ainda é desconhecida. Por enquanto, sabe-se apenas que há uma predisposição genética e que a doença surge quando o sistema imunológico do corpo humano desencadeia um processo acelerado de reprodução das células da pele (ver ilustração).

Dados da Associação Brasiliense de Psoríase (Abrapse) mostram, no entanto, que a existência de um componente genético não significa que a doença seja necessariamente hereditária. De acordo com a Abrapse, cerca de 50% a 60% dos pacientes não possuem registro de psoríase em sua família. Ou seja, mesmo que os pais não tenham, a doença pode manifestar-se. Da mesma forma, não necessariamente os filhos de um portador de psoríase irão desenvolvê-la.

A dermatologista Fátima Paim explica que há períodos de remissão e outros de exacerbação, mas a doença pode durar dias, meses, anos ou mesmo toda a vida. Ela destaca que vários fatores podem desencadear o surgimento das lesões, como a reação a alguns medicamentos, uma infecção prolongada, ferimentos na pele e principalmente o estresse.

“A psoríase tem ligação profunda com o lado emocional do ser humano. A ansiedade, nervosismo e a depressão pioram o estado do paciente e, da mesma forma, as lesões na pele pioram as alterações emocionais, gerando um ciclo vicioso, no qual um problema agrava o outro. Daí a importância do acompanhamento psicológico”, ressalta.

Estudos apontam tratamentos mais eficazes

O tratamento depende do tipo de psoríase, de sua extensão e de fatores como idade e saúde física. Nos casos leves, com grau de comprometimento de até 5% da superfície da pele, são utilizados medicamentos tópicos (utilização de cremes e pomadas diretamente nas regiões afetadas).

Nos casos moderados e graves, são indicados os tratamentos sistêmicos (medicamento por via oral ou em forma de injeção). Além destes, um outro tratamento muito utilizado pelos dermatologistas é a fototerapia, que consiste na utilização de ondas de luz artificial sobre a pele em cabines especiais.

Entretanto, segundo alguns especialistas, uma nova modalidade terapêutica no tratamento de pele tem apresentado bons resultados. São as chamadas terapias biológicas, realizadas com medicamentos que se dirigem a uma área específica da resposta imunológica, diferentemente das terapias sistêmicas, que inibem todo o sistema.

Atualmente, um estudo com um medicamento biológico denominado efazulimab, já aprovado no Brasil para tratamento de psoríase, está sendo realizado com 220 portadores em 25 centros em toda a América Latina. Em Salvador, nove pacientes do Serviço de Dermatologia do Hospital Professor Edgar Santos estão sendo submetidos ao tratamento.

De acordo com a coordenadora da pesquisa na capital, Fátima Paim, foram selecionados os portadores que já não respondiam aos medicamentos tradicionais ou estavam impedidos de utilizá-los em função dos efeitos colaterais. “Embora já tenham apresentado bons resultados, ainda estamos em processo de avaliação, mas a expectativa em relação a esses novos agentes é que sejam mais eficazes e apresentem menos efeitos colaterais do que os tratamentos clássicos”, afirma.

O Hospital das Clínicas de São Paulo também realiza desde o primeiro semestre deste ano um estudo com um medicamento biológico – o infliximabe. O tratamento está sendo feito com sete pacientes com um tipo de psoríase bastante grave, a psoríase eritrodérmica, que pode atingir até 100% da superfície corpórea. Os resultados da pesquisa foram apresentados pelo dermatologista Luiz Guilherme Castro, médico do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, no Congresso Europeu de Dermatologia, realizado em Londres no início deste mês.

“Os resultados são muito animadores. Todos os pacientes tratados apresentaram excelente resposta”, diz o dermatologista. Entretanto, os especialistas mostram-se preocupados com o custo desses medicamentos. Segundo Fátima Paim, não há um valor determinado, mas cada ampola de injeção custa em média R$ 3,5 mil. “Se levarmos em conta que é necessária uma ampola por semana e o tratamento dura, pelo menos, seis meses, veremos que as terapias biológicas têm um custo altíssimo”, afirma.

MANIFESTAÇÕES

z Em placas: tipo mais comum, com lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas de cor branca

z Eritrodérmica: forma mais grave e menos comum, com inflamações e manchas vermelhas em grandes áreas da pele

z Pustulosa: forma aguda, com aparência de pus (mas as lesões não contém bactérias)

z Artrite Psoriática: uma pequena porcentagem de portadores pode apresentar inflamações nas cartilagens e articulações, desenvolvendo dor física e dificuldade de movimentação

SERVIÇO

z Palestra – “O que é psoríase”, a ser ministrada pela dermatologista Fátima Paim

z Local – Hospital das Clínicas (Canela), às 16h

z Data – 23 de novembro

z Informações – 3339-6154

z Grupo de apoio – Interessados em formar um grupo de apoio aos portadores de psoríase na Bahia podem entrar em contato com Wilson Meira, 33076288/ 99423028.

 

 


A Tarde, 26/10/2005

Local

 

Saúde
Políticas públicas devem seguir “passos” da Aids

A doença vem tomando nova direção, com aumento de ocorrências em cidades do interior, onde falta serviço de atenção especializada; em 64% dos municípios baianos há pelo menos um caso

Sylvia Verônica


A evolução dos casos de Aids na Bahia desde a década de 80 até agora revela dois fenômenos: a interiorização e a pauperização da doença, ou seja, a Aids avança no interior do Estado e faz vítimas entre pessoas de classes sociais com menor renda. Nos últimos 20 anos, 7.324 pessoas contraíram o vírus do HIV na Bahia, sem contar as subnotificações que, estima o Ministério da Saúde, representam 30% do total de casos. No Brasil são 330 mil soropositivos registrados; com as subnotificações, este número pode chegar a 590 mil.

Dados da Coordenação Estadual DST/Aids na Bahia revelam que 64% dos municípios baianos têm pelo menos um caso de Aids registrado. Ano passado foram 142 homens e 126 mulheres infectados.

A precariedade do atendimento de saúde nos municípios do interior dificulta o diagnóstico. Vítimas das infecções oportunistas, os soropositivos vão parar nos grandes hospitais da capital num estágio avançado da doença.

“Precisamos de bons profissionais atuando no interior para o diagnóstico precoce. É preciso que os médicos clínicos estejam preparados para solicitar exames de rotina, identificar as situações de tuberculose em que é preciso pedir sorologia para HIV. Isso deve ser conduta de rotina e o tratamento com antiretroviral deve estar disponível em todo o Estado”, explica a médica Fabianna Bahia, diretora do Creaids (Centro de Referência Estadual de Aids).

Para descentralizar o atendimento, a Secretaria Estadual de Saúde mantém coordenações municipais em Camaçari, Lauro de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. A estrutura é insuficiente e a promessa do governo, de acordo com Fabianna Bahia, é a criação de outros 11 serviços de assistência especializada, os SAEs, em municípios como Valença, Itaberaba, Paulo Afonso e Santo Antônio de Jesus.

“Temos casos de pessoas que saem do interior para grandes centros e voltam contaminados. Em Salvador, há dificuldade para acomodar doentes do interior e contamos com algumas casas de apoio. Ano passado, capacitamos 470 profissionais no interior, do programa de Saúde da Família (PSF), para o diagnóstico e atendimento a soropositivos. No Creaids temos serviços de profilaxia, tratamento de infecções oportunistas, pediatria, ginecologia, nutricionista, odontologia, psicologia”, afirma Fabianna Bahia.

“Queria poder arrancar o vírus de dentro de mim”

As estatísticas mostram que a doença mudou de perfil. No início dos anos 80, as vítimas eram homossexuais e usuários de drogas injetáveis. Hoje não existe grupo de risco, mas situação de risco.

“O perfil epidemiológico mostra que a doença foi para o interior e está entre jovens, mulheres e os mais pobres. Chega também aos idosos com 70, 80 anos, muito por conta da mudança de comportamento sexual proporcionada por medicamentos como o Viagra”, ressalta a pediatra e hebeatra Margaret Fialho, coordenadora de DST/Aids do Creaids.

Paulo*, 40 anos, descobriu a doença há dois anos e diz não saber como foi contaminado. “Quando soube que estava doente, a única coisa que queria era poder arrancar o vírus de dentro de mim. É uma sensação muito estranha. Fiquei muito tempo nessa agonia até que a religião cristã me ajudou a acalmar e aceitar. Era pintor de construção e tive uma microempresa, mas hoje estou desempregado”, conta Paulo.

Ajuda – A qualidade de vida proporcionada pelo uso de antiretrovirais não soluciona todos os problemas. Paulo reclama que o controle da saúde é dispendioso financeiramente e diz que precisa de ajuda. “Vivo de favor na casa de uma irmã. A família é grande. Eles passam na minha cara que fui negligente. Sofro preconceito na minha família. Não conto aos amigos nem na igreja porque não confio nas pessoas, tenho medo da rejeição”, revela.

O resgate da vida sentimental, interrompida pela doença, ainda é uma incerteza. “Sinto mulheres olhando para mim, mas tenho medo de deixar que se aproximem. Chego a me apaixonar, mas agora tenho que preencher minhas necessidades de paz espiritual”, ressalta.

Sexo não deve ser banalizado na adolescência

O Ministério da Saúde estima que 60% dos adultos soropositivos possam ter-se contaminado na adolescência. O crescimento do número de casos em adolescentes, sobretudo meninas, é preocupante e exige medidas preventivas.

“Nas adolescentes, a instabilidade emocional é mais um agravante. A exploração sexual nas regiões turísticas é outro fator para que as meninas sejam infectadas. Elas iniciam a vida sexual cedo com homens mais velhos. Além disso, têm dificuldade de negociar com eles o uso de preservativos. Muitas acham que o amor protege. O ideal é namorar e iniciar a vida sexual mais tarde, não banalizar o sexo”, explica Margaret Fialho.

O número de meninas infectadas vem superando o de meninos desde 1998, na faixa etária entre 13 e 19 anos. O Ministério da Saúde aponta que, de 1998 até meados de 2004, foram notificados 1.427 casos entre garotos e 1.760 entre garotas no Brasil.

A feminização da Aids no Brasil também é comprovada pelo relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que revela que quase metade das 40 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV no mundo são mulheres. O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta que nunca houve tantas mulheres com o vírus desde o início da epidemia.

A proporção de contaminados entre os sexos era de 16 casos em homens para cada mulher nos anos 80. Hoje, são dois homens infectados para cada mulher. O risco de a mulher ser infectada é quatro vezes maior porque o sêmen masculino permanece em contato prolongado com a mucosa vaginal.
  
PRECONCEITO – Há algum tempo, um casal baiano surpreendeu-se com a morte do filho de 8 anos. Mais ainda quando descobriram que a causa da morte foram as complicações geradas pelo vírus do HIV e que eles, os pais, transmitiram a doença para a criança sem saber que estavam contaminados.

Entre 2002 e 2005, o Creaids atendeu cerca de 500 crianças, muitas delas filhas de soropositivos. Para evitar a transmissão vertical (de pais para filhos) as gestantes são acompanhadas e o recém-nascido exposto ao risco é observado até dois anos de idade. O diagnóstico precoce do HIV e a terapia antiretroviral pode aproximar de zero as chances de transmissão vertical da doença. O Creaids tem entre 90 e 100 crianças e adolescentes com diagnóstico de Aids.

“Temos casos de adolescentes que adquirem a doença por transmissão horizontal, ou seja, em relações sexuais desprotegidas e violência sexual. Meninos e meninas em situação de rua são de difícil acesso e mais vulneráveis. Muitos perambulam por hospitais e têm diagnóstico tardio. Também trabalhamos com prevenção nas escolas públicas e privadas, com palestras, diálogos, oficinas interativas”, afirma Margaret Fialho.

Mariana* tem 13 anos e foi contaminada em transmissão vertical. Órfã de pai e mãe, vive com a avó e deixou de ir à escola por não suportar o preconceito. “Não tinha jeito, ninguém se aproximava de mim direito. Até cumprimentavam, mas amizade mesmo ninguém queria. Aí ficava muito triste e isso estava atrapalhando os estudos. Às vezes choro muito. Não estou com nenhum problema de saúde, minha aparência é boa, mas sei que estou marcada para toda a vida”, lamenta.

Para Bruno*, 10 anos, o HIV trouxe sofrimento pela morte da mãe soropositiva. Ele não tem a doença mas carrega o estigma de filho da Aids. “Os vizinhos conhecem a história e, mesmo eu dizendo que ele não tem o vírus, as mães não deixam os filhos se aproximarem dele. Isso é muito triste, fico revoltada”, contou a tia do garoto.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (Unicef) divulgou ontem mais um dado preocupante com relação à Aids nessa faixa etária. A cada minuto uma criança morre vítima da doença no mundo, mas somente 5% das contaminadas têm acesso às drogas que prolongam a vida.

O Unicef lançou apelo para que o mundo gaste US$ 33 bilhões em cinco anos na prevenção e combate. Outro dado é que mais de 39 milhões de pessoas, a maioria africanos, vivem com a doença.

(*) Os nomes são fictícios.

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Dez estados brasileiros em casos de Aids entre 1980 e 2004

Estado Número de casos

1º São Paulo 153.193
2º Rio de Janeiro 50.860
3º Rio Grande do Sul 29.970
4º Minas Gerais 26.346
5º Paraná 17.903
6º Santa Catarina 15.643
7º Pernambuco 8.023
8º Bahia 7.589
9º Goiás 7.227
10º Ceará 7.161

Fonte: Ministério da Saúde/ Secretaria de Vigilância em Saúde e Programa Nacional de DST e Aids

 

 


Correio da Bahia, 26/10/2005

Economia

 

Sai nova liminar limitando reajuste de planos de saúde
NOVELA

SÃO PAULO - A novela sobre o aumento dos planos de saúde antigos - com contratos assinados antes de 1999 - parece não ter fim. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Ministério Público Federal conseguiram anteontem uma liminar que suspende reajustes superiores a 11,75% (para períodos de maio de 2004 a abril de 2005) e 11,69% (de maio de 2005 a abril de 2006). A liminar foi contra tanto as cinco maiores operadoras de saúde do Brasil - Bradesco, Sul América, Golden Cross, Amil e Itaú - como também contra a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A liminar obtida pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Idec, diferentemente de outras em vigor, protege os consumidores de todo o país e limita o reajuste a 11,69%. No Rio, em São Paulo e na Bahia já havia outras liminares proibindo o aumento, mas nem todas impediam reajustes superiores ao autorizado para os contratos novos e nem incluíam todas as cinco operadoras. No caso da Sul América, em São Paulo e na Bahia, a empresa só pode cobrar o reajuste de 11,69%. Já no Rio, a Justiça permitiu a cobrança de um reajuste anual de 15,67%, mas não do resíduo de 9,02%. A Bradesco Saúde pode cobrar no Rio e em São Paulo o reajuste anual de 15,67%, mas não o resíduo de 8,76%. Já na Bahia, o reajuste está limitado a 11,69%.

O advogado José Luiz Toro, presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar, explica que a liminar pode cair a qualquer momento. "O Supremo Tribunal Federal entende que a lei dos planos não pode ser aplicada aos antigos", explica.

As operadoras e a ANS ainda não foram notificadas oficialmente sobre a liminar. "Só é possível fazer qualquer pronunciamento depois do comunicado oficial", informou a ANS, por meio de nota. As notificações deverão ser entregues até o fim desta semana. Até lá, consumidores que tiverem boletos com vencimento nos próximos dias devem ainda pagar os reajustes atuais.

 


A Tarde, 25/10/2005

Ambiente & Vida

 

Saúde
Aids ainda é invísivel entre crianças, diz Unicef

Da Reuters

A cada minuto uma criança morre de Aids, mas somente 5% das contaminadas têm acesso a drogas que prolongam a vida, disse nesta terça-feira, 25, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao lançar uma nova campanha.

Ann Veneman, diretora-executiva do órgão, fez uma apelo por mais fundos para crianças com HIV, o vírus que causa a Aids. Ela espera que o mundo gaste 33 bilhões de dólares nos próximos cinco anos de fundos já prometidos e de outros que virão.

"Quase 25 anos depois do começo da pandemia, esta doença muito aparente continua tendo uma face invisível e que é a face da criança", disse Veneman em entrevista coletiva para lançar a campanha.

"Uma geração inteira de jovens de hoje não conheceu um mundo livre de HIV e Aids", afirmou. "É uma doença que redefiniu suas infâncias, forçando que crescessem sozinhas muito rapidamente ou, infelizmente, não crescessem."

A campanha, que envolve Peter Piot, chefe do Unaids -- grupo da ONU que coordena as ações contra a doença --, pretende tratar crianças com drogas anti-retroviais e evitar que mulheres grávidas transmitam o vírus.

Mais de 39 milhões de pessoas, a maioria da África, vivem com a doença, apesar dos oito bilhões de dólares que devem ser gastos neste ano. Piot disse que somente 12 por cento dos adultos e crianças que precisam de tratamento estão recebendo.

Crianças da África subsaariana representam mais de 85 por cento de todos os jovens com menos de 15 anos que vivem com a doença e o Oriente Médio ainda não enfrenta o assunto de frente, disse Peter McDermott, chefe da seção HIV/Aids do Unicef.

Mas ele afirmou que o Djibouti e o Irã estão assumindo a liderança no combate à pandemia e que a campanha será lançada em uma conferência islâmica em Rabat, no Marrocos.

O Brasil, que tem o programa contra a Aids de maior sucesso entre países em desenvolvimento, em parte devido à produção de drogas genéricas, está compartilhando seu conhecimento e fornecendo remédios para outros países, ressaltou.

Veneman afirmou que os países devem seguir o exemplo da Irlanda, que anunciou que dedicará às crianças 20 por cento do dinheiro que doará para as campanhas globais contra a Aids.


Correio da Bahia, 25/10/2005

Aqui Salvador

 

Laboratórios têm 180 dias para se adequar às normas da Anvisa
Nova legislação visa garantir a qualidade dos exames e a redução dos riscos
Daniel Freitas

 

Laboratórios devem se adequar à primeira legislação federal criada especificamente para o setor

Através da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº302/2005, em vigor desde o último dia 14, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece normas a serem seguidas por laboratórios de análises clínicas. A idéia é garantir a qualidade dos exames e a diminuição dos riscos inerentes à rotina nessas unidades que trabalham com coleta de material, análise de amostras e emissão de laudos. A RDC figura como a primeira legislação de vigilância sanitária no âmbito federal em laboratórios clínicos e postos de coleta no país. No Brasil, calcula-se que existem cerca de 18 mil laboratórios que realizam diagnósticos para tratamento médico. O prazo para adequação às novas exigências é de 180 dias.

Erros - Entre as normas (veja box), está a necessidade de se manter um arquivo de exames já realizados por até cinco anos, de modo a permitir a rastreabilidade deles sempre que necessário. Quando o resultado de um exame for mais alarmante, é preciso também que o laboratório comunique o fato imediatamente ao médico do paciente, para que o tratamento seja providenciado o quanto antes. O objetivo desses procedimentos é evitar erros que podem levar ao tratamento equivocado e até o agravamento da doença. Em Salvador, a gerente de qualidade do Laboratório Leme, Socorro Colen, explica que a RDC vem reforçar aquilo que o laboratório já cumpre desde 1998, amparado pelo Programa de Acreditação para Laboratórios Clínicos (Palc) e pela ISO 9001.

"Assim, buscamos a precisão e a exatidão dos resultados de nossos exames, sendo que o Leme também possui a licença ambiental concedida pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cepram) e pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA)", conta a gerente. A RDC também obriga que os laboratórios sejam inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e fixa a necessidade de cada um deles possuir um profissional legalmente habilitado como responsável técnico - com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), se for médico, ou no Conselho Regional de Farmácia (CRF), se for farmacêutico.

A RDC tem o objetivo de evitar que aconteçam erros referentes aos exames. Em alguns estados do país, há histórias que se tornaram clássicas em relação a esse tipo de equívoco. Um deles ocorreu há aproximadamente dois anos em Belo Horizonte, quando um determinado laboratório emitiu exames com resultados positivos de HIV em proporções exorbitantes. O fato assustou o Ministério da Saúde, que analisou a situação de perto e verificou que as pessoas que se submeteram ao exame em questão já começavam a tomar o coquetel anti-Aids e a apresentar sérios problemas, como até mesmo amputação de membros. Na época, o laboratório mineiro quase fechou as portas.

Outro episódio aconteceu com um laboratório do Rio de Janeiro que testava uma vacina, há cerca de cinco anos. Mesmo com pessoas apresentando efeitos colaterais (vômitos e dor de cabeça) após tomarem a vacina, foi divulgado que ela era eficiente e uma amostra foi enviada para a França. Lá, coincidentemente, o resultado também foi positivo, mas a amostra foi rejeitada após ser enviada para o Japão e a Alemanha, países que utilizam tecnologia mais avançadas. Provada a ineficiência da citada vacina, o caso foi abafado. O mesmo ocorreu com um teste de paternidade realizado ano passado aqui em Salvador, que teve o resultado errado. O mesmo teste foi feito em outro estado, o resultado foi diferente e o caso também foi abafado. Consta, inclusive, que o reconhecimento da paternidade envolvia uma fortuna em dinheiro.

***

PÚBLICOS

Apesar de as determinações da RDC nº302/2005 da Anvisa serem mais voltadas para os laboratórios clínicos privados, elas também valem para os públicos. Diante disso, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), está revisando as suas normas para atender plenamente o que prega a resolução. O diretor João Manoel Rodrigues afirma que o laboratório já conta com um sistema de qualidade implantado desde 2000. Amparado pela NIT-DICLA-083 do Instituto de Metrologia e Qualidade (Inmetro) e pela ISSO 17.025, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Lacen é o quarto laboratório em qualidade no país, atrás apenas da Fundação Osvaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz-RJ) e de mais dois laboratórios - um de Pernambuco e outro de Minas Gerais.

***

DETERMINAÇÕES

O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem possuir um profissional legalmente habilitado como responsável técnico.

Em caso de impedimento do responsável técnico, o laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem contar com um profissional legalmente habilitado para substitui-lo.

Todo laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial, público e privado devem estar inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Informações confidenciais aos pacientes devem ser protegidas.

O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem dispor de instruções escritas e atualizadas das rotinas técnicas implantadas.

O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem disponibilizar ao paciente ou responsável, instruções escritas e ou verbais, em linguagem acessível, orientando sobre o preparo e coleta de amostras tendo como objetivo o entendimento do paciente.

O laboratório clínico deve assegurar a confiabilidade dos serviços laboratoriais prestados, por meio do controle interno e externo da qualidade.

Os laboratórios também devem implantar um programa de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS), de forma a dar a destinação adequada ao lixo produzido no local.

 


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O Clipping On-line é produzido por Lívia Bastos

Biblioteca Pe. Leocir Pessini

Faculdade São Camilo - BA.