Faculdade São
Camilo

Biblioteca
Padre Leocir Pessini
Clipping On-line
Ano 6 , n.219
De 31/10 à 06/11/05
Sumário de Matérias
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A Tarde, 06/11/2005 |
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Revista Veja, edição
1929, 2 nov. 2005 |
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Revista Você S/A. Edição 89,
nov.2005 |
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Primeiro banco mundial de
células-mãe é inundado por pedidos |
A Tarde, 02/11/2005 |
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A Tarde, 02/11/2005 |
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Hospitais suspendem atendimento
a portadores de doenças mentais |
A Tarde, 01/11/2005 |
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Déficit de centros de transplantes prejudica renais
crônicos |
Correio
da Bahia, 31/10/2005 |
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A Tarde, 31/10/2005 |
A Tarde, 06/11/2005
Empregos
Saúde
Lei
limita exames médicos na admissão
Empresas não podem solicitar testes
toxicológicos, de gravidez ou de Aids, pois violam a intimidade da pessoa
GERALDO BASTOS
A realização de exames médicos na
admissão, na demissão e periódicos é uma das maiores conquistas dos
trabalhadores brasileiros. Estes exames integram o Programa de Controle Médico
de Saúde Ocupacional (PCMSO) e permitem, dentre outras coisas, diagnosticar
problemas de saúde do empregado, anteriores à contratação, que possam
comprometer o bom desempenho da função, e de constatar a existência de doenças
profissionais ou danos irreversíveis à saúde do trabalhador. Mas atenção para
um detalhe: são ilegais os exames toxicológicos, de gravidez ou de Aids, uma
vez que a Constituição de 1988 proíbe a prática de atos que possam violar a
intimidade da pessoa.
Os exames médicos são obrigatórios
em empresas de qualquer porte e suas despesas são de inteira responsabilidade
do empregador. É preciso, no entanto, estar atento para os limites éticos nos
procedimentos e no manuseio das informações pessoais. É ilegal, por exemplo,
uma empresa submeter um funcionário a uma avaliação toxicológica e depois
divulgar que o mesmo é um dependente químico. Se isto acontecer, a empresa
poderá ser condenada em ação judicial e obrigada a indenizar o funcionário por
danos morais. O mesmo acontece com as empresas que exigem o teste de gravidez,
comprovante de esterilização ou exames ginecológicos periódicos para admissão
ou permanência de mulheres no emprego.
“Esses constrangimentos podem ser
denunciados à Justiça”, diz o advogado Wadih Habib, do Escritório Habib
Advocacia e Associados. Ele lembra, no entanto, que, para algumas funções, a
realização de um desses exames acaba sendo necessária. É o caso, por exemplo,
de uma mulher que pretende disputar uma vaga no setor de radiologia de um
hospital. O teste de gravidez é obrigatório em face dos riscos da função. O
exame toxicológico também é comum no processo de seleção de motoristas. “Nestes
casos, os tribunais têm entendido que o empregador não agiu com excessos. Não há
uma lei clara que regule a realização desses exames. O que acaba prevalecendo
mesmo é o bom senso”, afirma Habib.
A advogada Lúcia Mendes Reis, do
escritório paulista Blanco & Reis, lembra que existem situações em que o
empregador solicita o teste de gravidez pois pretende reduzir seu quadro de
pessoal e não quer dispensar as empregadas gestantes, mesmo porque está
impedido legalmente de fazê-lo. “Se o empregador deixar claro para as
empregadas que está solicitando o teste, pois pretende reduzir o pessoal e quer
tomar conhecimento de quais são gestantes para garantir a manutenção do emprego
das mesmas, está de acordo com a legislação, que é proteger a maternidade. Em
princípio, não há qualquer traço de discriminação nesta situação”, enfatiza.
Avaliação da saúde é obrigatória
Os exames médicos na admissão, na
demissão e periódicos são um momento privilegiado para avaliação da saúde do
profissional. Mas para que atinjam seus objetivos é necessário que o
trabalhador saiba como devem ser realizados e exija o cumprimento integral das
condições e procedimentos da Norma Regulamentadora nº- 7. De acordo com a NR-7,
após a realização do exame, o trabalhador terá direito à cópia do atestado de
saúde ocupacional (ASO), com reprodução fiel de sua condição de saúde.
Esse atestado deve conter os riscos
ocupacionais específicos à atividade do empregado, ou registrar a ausência
deles, e ainda a indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o
trabalhador, incluindo-se os exames complementares e a data em que foram
realizados. “A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do
funcionário avaliado junto com o texto do PCMSO (Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional), à disposição dos órgãos de inspeção do Ministério do
Trabalho. A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador,
mediante recibo assinado na primeira via”, explica Maurício Nolasco de Macêdo,
chefe do Setor de Segurança e Saúde da Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
O trabalhador deve também ficar
atento a todas as anotações feitas pelo médico em seu prontuário. Deve
conferi-las detalhadamente antes de assinar o laudo. Vale lembrar que a falta
da elaboração e implementação do PCMSO irá sujeitar a empresa à aplicação de
multa por parte do fiscal do trabalho, podendo ainda a empresa responder
criminalmente e civilmente (gerando indenização em favor do empregado).
“São multas altas”, adverte Maurício
Macêdo, ressaltando, entretanto, que, quando os fiscais da DRT verificam alguma
irregularidade, antes de qualquer penalidade, é emitido um termo de
notificação. Com isso, as empresas ganham um prazo para cumprir as exigências
da legislação. “Às vezes, é preciso fazer alguns ajustes na empresa,
providenciar equipamentos”, frisa o chefe do setor de segurança e saúde da DRT.
“Quando há a reincidência, aí sim a empresa é multada” (G.B.).
TIPOS
DE EXAME
Admissional: deverá ser realizado
antes da assinatura do contrato de trabalho, ou seja, antes do funcionário
iniciar as suas atividades profissionais.
Retorno ao trabalho: após o
afastamento motivado por doença, acidente ou parto. Deve ser realizado por
afastamento iguais ou superior a 30 dias.
Mudança de função: este exame é
dirigido ao trabalhador que será mudado de uma função para outra, desde que a
nova função apresente condições de riscos diferentes da função exercida
anteriormente.
Periódico: deverá ser realizado na
seguinte periodicidade:
z Semestral: para os trabalhadores
expostos a agentes químicos constantes.
z Anual: para os trabalhadores
expostos aos demais riscos ocupacionais e ainda no caso de trabalhadores
menores de 18 anos ou maiores de 45 anos.
z Bianual: para os trabalhadores
entre 18 e 45 anos de idade, desde que não expostos a riscos ocupacionais.
Demissional - deve ser realizado até
a data da homologação da rescisão do contrato de trabalho, visando avaliar as
condições do trabalhador dispensado, comparando-se com as condições iniciais
quando da realização do exame médico pré-admissional.
ONDE DENUNCIAR
Delegacia Regional do Trabalho
Telefone: (71) 3329-8400
Revista
Veja, edição 1929, 2 nov. 2005
Saúde
Há vacina e novos medicamentos
contra a hepatite B. Mas é preciso
torná-los acessíveis
Giuliana Bergamo
Não
existe cura para a hepatite B, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.
Estima-se que mais de um terço dos brasileiros (60 milhões de pessoas) já tenha
entrado em contato com o vírus HBV, causador da moléstia, e que 3 milhões deles
hoje sofram com a forma crônica da doença. Na maioria dos casos, a única
alternativa é o uso de medicamentos para o resto da vida – do contrário, a
moléstia pode causar um quadro grave de cirrose hepática. A medicina até que
conseguiu desenvolver armas poderosas contra a hepatite. Com o tempo, porém, o
HBV se tornou resistente ao remédio mais usado no controle da doença – a
lamivudina, cuja marca mais famosa é o Epivir. Em três anos, metade dos
pacientes tratados com o medicamento deixa de responder à terapia. Recentemente
surgiram remédios capazes de driblar a resistência do HBV – o adefovir e o
entecavir, vendidos sob o nome comercial de Epicera e Baraclude,
respectivamente. "Essas drogas representam um tremendo alívio para grande
parte dos portadores da doença", diz o hepatologista João Galizzi Filho,
presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Apenas 6% dos pacientes não
respondem aos novos tratamentos. O inconveniente dessas terapias é o preço –
600 reais por mês. Ao contrário dos medicamentos mais antigos, os novos agentes
contra a hepatite B ainda não são distribuídos gratuitamente pelo serviço de
saúde pública.
O HBV é transmitido por fluidos contaminados, sobretudo sangue e esperma (veja quadro abaixo). A moléstia se manifesta a partir do momento em que o vírus é incorporado pelas células hepáticas e o sistema imunológico do doente ataca as células do fígado, na tentativa de debelar a infecção. Esse ataque pode comprometer seriamente as funções hepáticas e levar ao transplante de fígado. O dado bom é que a hepatite B é facilmente prevenível. Com eficácia em torno de 95%, a vacina contra o HBV existe há quase vinte anos. Preconiza-se que a primeira dose seja dada no nascimento, a segunda dali a um mês e a terceira depois de seis meses. Mas é possível imunizar-se contra a doença em qualquer idade, desde que respeitados os intervalos entre cada uma das três doses. A vacina anti-HBV faz parte do calendário oficial de vacinação do Ministério da Saúde para pessoas com até 19 anos. Depois, ela é administrada em clínicas particulares, ao preço médio de 25 reais a dose. Pode parecer barato, mas é um custo e tanto para a maioria dos brasileiros. O governo, que dá tanta atenção à questão da aids, deveria ter mais cuidado com os portadores da hepatite B e universalizar a imunização gratuita contra a doença. Só para se ter uma idéia, o número de brasileiros portadores do HIV, o vírus da aids, não chega a 700.000 – menos de um quarto dos contaminados pelo HBV. Mas a aids é uma doença que rende manchetes e a hepatite B, não.
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Revista Você S/A. Edição 89, nov.2005
Rogério Nunes
ComunicaçãoDificuldade para se comunicar com
sua equipe? Provavelmente sim. Então, conforte-se. Você não está sozinho.
Transmitir bem a informação parece ser um carma na vida dos chefes. A
consultoria W2 Comunicação, de São Paulo, trabalha com esse tema há quase duas
décadas. Já ajudou 300 empresas a superar essa dificuldade. Depois de analisar
tantos casos, a W2 conseguiu identificar quais são as principais falhas dos
líderes nessa área. Segundo Fernando Galvão, sócio da consultoria, os problemas
podem ser resumidos nos cinco tópicos abaixo:
1) O líder erra porque fala com foco
em si mesmo.
Ou seja, ele usa referências, linguagens e informações que fazem sentido para
si, mas que não são, necessariamente, compreendidas pelos outros.
2) Desperdiça o tempo das pessoas
para falar bobagens. Na tentativa de mostrar como está bem preparado, fala tudo que pensou
sobre o assunto e os vários argumentos, mas acaba omitindo os dados mais
importantes.
3) Acha que disponibilizar é
comunicar. Ou
seja, publica na intranet normas e procedimentos ou envia um e-mail, e se dá
por satisfeito. Isso, no entanto, não garante a leitura, muito menos o
entendimento pela equipe.
4) Delega a responsabilidade da
comunicação, especialmente para o recursos humanos. Isso acaba causando mal-entendidos
e estimula a rádio-peão na companhia, dando vez aos boatos.
5) Entende que comunicação é só
emissão. Aqui
o líder escorrega porque pensa a comunicação, seja direta, através de um
bate-papo, ou indireta, por e-mail, como uma transmissão unilateral de
informações em vez de uma troca.
EMPRESAS QUE NÃO SE TRUMBICAM
Ao analisar as práticas usadas pelas
melhores empresas para você trabalhar, do Guia Exame-VOCÊ S/A 2005,
percebe-se logo que a comunicação não lhes causa dor de cabeça. Sabe por quê?
Seus líderes exercem importante papel na disseminação da informação e preferem
o contato pessoal às ferramentas eletrônicas, como o e-mail. E quando usam o
correio eletrônico ou a intranet é para estimular o diálogo. Veja algumas
práticas das melhores empresas no campo da comunicação:
* Café com o presidente e diretores
·
Reuniões
freqüentes entre líderes e liderados
·
*
Newsletter
·
*
Feedback de desempenho
·
*
Grupos para trocas de experiência e de informação
INTERNET
Reunião no café da esquina
Quem gosta de promover reuniões
informais tem cada vez mais opções de locais com acesso sem fio à internet. A
Vex, fornecedora da tecnologia, aumentou em dois anos de 40 para 600 o número
de hotspots -- como são chamados os pontos de conexão. A moda, que começou em
aeroportos, hotéis e centros de convenções, agora chegou a restaurantes e
cafés. Um exemplo é o Santo Grão, em São Paulo. Em dois anos, triplicou o
número de reuniões realizadas ali. "Ocorrem seis ou sete encontros de
executivos por dia", diz Marco Kerkmeester, dono do Santo Grão.
EMPREGO
A hora e a vez dos indianos
Os engenheiros indianos nunca foram tão procurados nos
Estados Unidos. E, agora, para trabalhar em áreas como manufatura, tecnologia e
logística. Antes, seu emprego típico era apenas o de desenvolver softwares.
Entre os motivos dessa mudança estão a boa formação e o valor baixo de seus
salários, não necessariamente nessa ordem. Compare a seguir quanto custa um
engenheiro:
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VALOR PAGO POR HORA (EM DOLARES) |
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Índia |
Brasil |
EUA |
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7 a 15 |
15 |
50 a 70 |
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Fontes: Sobeet e BusinessWeek |
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DIVERSIDADE
Além do limite físico
Você já sentiu na pele como é a vida de um deficiente físico
no trabalho? Funcionários do Pão de Açúcar, TAM e Gol, entre outras empresas,
estão passando por essa experiência. Pelo menos por uma hora. A iniciativa faz
parte de um treinamento oferecido pela I.social, consultoria especializada em
inclusão social e econômica de pessoas com deficiência. "Assim é mais
fácil compreender que o potencial de cada um continua o mesmo, ainda que com
alguma limitação física", diz Andréa Schwarz, diretora da consultoria.
Também faz parte do trabalho a capacitação das lideranças para receber os
funcionários portadores de deficiências.
DEMISSÃO
Ai, que culpa!
Sabe qual é o sentimento mais comum
de quem foi demitido? Culpa. "Os profissionais tentam encontrar motivos
para a demissão", diz Gilberto Guimarães, presidente do Iinstituto Amigos
do Emprego. Estudo da ONG com 1 883 profissionais entre janeiro e agosto
deste ano descobriu também:
-
76%
sentiram-se culpados;
-
- 71%
afirmaram que não mereciam ser demitidos;
-
- 60%
sentiram-se rejeitados.
COMPORTAMENTO
Antes simpático que competente
Pesquisa da Harvard Business Review revela que as empresas
continuam buscando profissionais que sejam ao mesmo tempo competentes e
bem-humorados. Só que na hora de decidir entre um candidato altamente
competente, mas que é um trator para lidar com os companheiros, e outro nem tão
competente, mas simpático, o recrutador fica com o segundo. A explicação é que
o profissional simpático trabalha melhor em equipe e, por isso, consegue
melhores resultados.
ISONOMIA
SALARIAL
Reclamou, ganhou!
8
895. Esse é o número de processos que chegou ao Tribunal Superior do Trabalho
(TST), em Brasília, nos últimos sete anos pedindo (adivinhe!) equiparação
salarial. São cerca de três processos por dia, em última instância. O
levantamento é de Luiz Fernando Júnior, diretor da Secretária de Jurisprudência
do TST. Os pedidos são baseados na CLT, que garante salário igual "para
quem é empregado da mesma empresa, exerce a mesma atividade, tem a mesma
produtividade e trabalha na mesma localidade", segundo a advogada
trabalhista Crislaine Simões, do Innocenti Advogados Associados, de São Paulo.
A jurisprudência já está cristalizada: o processo bateu no TST, comprovados os
itens acima, o funcionário ganha.
CARREIRA
Profissão: cientista
Engenheiros, químicos, matemáticos e afins, esta é para
vocês: a área de pesquisa e desenvolvimento está em expansão no país. A
consultoria Mercer descobriu que, entre 2004 e 2005, houve um aumento de 11%
nos salários dessa área. E não falta trabalho para os cientistas. Em 2004, o
Instituto Genius de Tecnologia, de Manaus, que desenvolve projetos para
empresas, recebeu quase 50% mais "encomendas" do que em 2003. "A
inovação tecnológica está na mira das organizações e do governo", diz
Antônio Ribeiro Neto, diretor-superintendente do Genius. A partir de 2006,
empresas que investirem em pesquisa terão dedução no Imposto de Renda.
STEVE
JOBS
Você leu primeiro
Em julho deste ano, VOCÊ S/A publicou o discurso que Steve
Jobs, fundador da Apple, fez para formandos de Stanford, nos Estados Unidos.
Com o título Lições do Fracasso, a matéria contou como Steve venceu seus piores
momentos, inclusive a demissão na própria empresa. Em setembro, o mesmo
discurso foi publicado pela revista americana Fortune, inclusive com chamada de
capa. É, você leu aqui primeiro, com dois meses de antecedência. Fortune,
de setembro, e VOCÊ S/A, de julho: dois meses antes
RAPIDINHAS
- Tem gente se aproveitando da onda de palestras nas
empresas. Um caso recente é o do ator Luiz Fernando Guimarães, humorista da
Globo. Em setembro, ele embolsou 25 000 reais em um evento da Monsanto na Bahia. Falou 40 minutos e foi embora. A
platéia nem riu nem aprendeu nada novo.
- Já Donald Trump recebeu 1,5 milhão de dólares por uma
palestra. Ele falou numa escola americana para profissionais do mercado
imobiliário. Sua apresentação estava cheia de clichês.
- As instituições financeiras pagam, em média, seis salários
de bônus aos executivos. Mas bancos de investimento, como J.P. Morgan, Pactual
e Itaú BBA, pagam até cem salários extras por ano.
- O presidente do laboratório Apsen, Renato Spallicci, adora
o estilo "paizão". Tanto que agora promove almoços quinzenais com os
parentes dos funcionários. "Quero me certificar que todos estão
felizes", diz. Na medida do possível, ele ajuda no que pode, até pagando
metade da mensalidade escolar.
MUDANÇAS NO TOPO
ANTONIO WERNECK é o novo presidente da Santher,
Fábrica de Papel Santa Therezinha, de São Paulo. Ele substitui Philippe
Boutaud.
OSVALDO SAN MARTIN assumiu a Voith Siemens Hydro Power
Generation, fabricante de turbinas para geração elétrica.
RICARDO KNOEPFELMACHER foi escolhido pelos acionistas da
Brasil Telecom para a vaga de presidente. Carla Cico, que ocupava o
cargo, já limpou as gavetas.
WALDO SOUSA é o novo diretor-geral da Microsiga
no Cone Sul, da qual fazem parte as filiais do Brasil, Argentina, Chile,
Uruguai e Paraguai.
LUIS DOMINGUES deixa a presidência da Unisys no
Brasil, cargo que ocupou interinamente por nove meses. Assume em seu lugar
Paulo César Bonucci, ex- vice-presidente de sistemas para a América Latina.
RUBENS PANELLI não é mais o CEO da Daslu, de São
Paulo. Seu substituto não foi escolhido ainda.
JORMA OLLILA, atual presidente mundial da
finlandesa Nokia, anunciou que vai pendurar as chuteiras no ano que vem. O
executivo Pekka Kallasvuo assumirá em julho de 2006.
A Tarde, 02/11/2005
Internacional
Primeiro banco mundial de
células-mãe é inundado por pedidos
Da AFP
O primeiro banco mundial de
células-mãe, inaugurado em Seul no último dia 19 de outubro, a fim de
"reconstruir" órgãos com problemas, foi inundado de pedidos nesta
quarta-feira, um dia depois da abertura das inscrições, informou o porta-voz do
órgão, Lim Jong-Pil.
"Recebemos 9.500 chamadas, um
número muito maior do que a nossa capacidade", disse Jong-Pil, explicando
que o banco conta apenas com cinco pessoas para atender às solicitações.
As células-mãe embrionárias têm
capacidade de produzir a maior parte dos tecidos humanos, e poderiam permitir o
tratamento de doenças degenerativas ou tipos de câncer atualmente incuráveis. O
banco sul-coreano informou que irá se dedicar aos casos de mal de Parkinson e
às doenças relacionadas a lesões na coluna vertebral, para reduzir o número de
pacientes. Financiado pelo governo, o órgão é dirigido por Hwang Woo-Suk,
professor da Universidade Nacional de Seul, que foi o primeiro a clonar
embriões humanos para utilizá-los em terapias com base em células-mãe, em
fevereiro de 2004
Cem pacientes serão selecionados
para doar amostras de células somáticas. Mas o banco alertou que isso não
significa que serão realizadas análises posteriores, com vistas a um
tratamento. "Nosso objetivo inicial é recolher amostras de células
somáticas para nossas pesquisas", assinalou um dos cientistas do banco.
Correio da Bahia, 01/11/2002
Aqui Salvador
Apenas 3% dos brasileiros com hérnia são operados pelo SUS
Doença encabeça a lista de espera
de cirurgias do Sistema Único de Saúde
O único
tratamento conhecido para hérnia é a cirurgia
Dados divulgados esse ano pelo
Ministério da Saúde, mostram que a hérnia encabeça a lista de espera de
cirurgias do Sistema Único de Saúde. Calcula-se que 3% da população seja
portadora da patologia, mas destes, apenas 3% consegue ter acesso ao
procedimento por ano no sistema público de saúde. A doença é muito mais
freqüente em homens do que em mulheres, sendo a proporção de 25 para um. A
hérnia é um defeito de uma estrutura do corpo humano. O risco de um homem vir a
desenvolver hérnia em toda a sua vida é de 27%, enquanto na mulher esse índice
é de 3%.
Nos países desenvolvidos, são
realizadas entre dez e 25 cirurgias do tipo por mil habitantes por ano. No
Brasil, esse índice é de menos de uma cirurgia para a mesma proporção de
habitantes por ano. Raimundo Nonato, cirurgião geral especialista em aparelho
digestivo, afirma que a único tratamento para hérnia é a procedimento
cirúrgico. "É uma espécie de defeito na máquina humana que só é concertado
com a cirurgia", declarou o especialista reforçando que a operação pode
ser feita como procedimento ambulatorial, durando de quatro a cinco horas, sem
necessidade de internamento.
Hérnia é a protusão, ou seja, o
escape parcial ou total de um ou mais órgãos por um orifício que se abriu, por
má formação ou enfraquecimento, nas camadas de tecido protetoras dos órgãos
internos do abdômen. Divididas em primárias, ou seja, o paciente já nasce com o
defeito ou com a fragilidade que posteriormente vira defeito (mais comum), e
recorrentes, as hérnias podem ser, basicamente, epigástricas, diafragmáticas, umbilicais
ou inguinais. Destas, as mais comuns são as inguinais que têm como principais
fatores de risco obesidade, gravidez e a idade.
"O indivíduo já nasce com a
prédisposição, esses fatores possibilitam que a doença se manifeste",
afirmou. Outros fatores também relacionados a esse tipo de hérnia são história
familiar, tosse crônica, constipação crônica ou hipertrofia de próstata que
leva ao esforço miccional. Todos esses fatores apenas propiciam a protusão
através do defeito, pois esse já existe desde o nascimento.
Quando pequenas, as hérnias podem
não apresentar sinais externos além do inchaço na área por ela afetada. No
entanto, se a abertura no tecido muscular e a protusão aumentarem, a dor pode
ser contínua ou intermitente e sua tendência é agravar-se com atividades que
pressionem a parte inferior do abdômen, como esforço para evacuar, tossir,
levantar peso ou, ainda, se a pessoa permanecer em pé por período prolongado.
A hérnia pode manifestar-se num
momento, desaparecer espontaneamente e voltar a manifestar-se de novo.
Às vezes, porém, ficam
estranguladas, isto é, as alças intestinais não retornam à posição normal.
Quando isso acontece, há um bloqueio da circulação sangüínea na parte do tecido
em que ocorreu a protusão. Nesse caso, além da dor, surgem náuseas e vômitos.
Na presença desses sintomas, procure imediatamente assistência médica.
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Desconforto na região da virilha
O sintoma de hérnia é
caracterizado pelo desconforto na região da virilha que se agrava por esforço
ou, às vezes, apenas por permanecer de pé, mas a maioria dos pacientes procura
o médico com a queixa de uma protusão na região inguinal assintomática. O
diagnóstico é feito através do exame físico que usualmente confirma a
existência da tumoração na região inguinal, que se exacerba com tosse ou
manobras de aumento da pressão intra-abdominal.
O ambulante, Flávio santos, 32
anos, sofria de hérnia, e recentemente foi operado. "Eu não me arrependo.
Foi tudo tranqüilo e não tive nenhuma complicação. Se não fizesse a cirurgia, o
pior poderia ter acontecido", disse. A principal complicação da hérnia é o
encerramento, situação onde o conteúdo herniário não pode ser reduzido de volta
à cavidade abdominal.
Especialmente perigosa, já que o
conteúdo da hérnia passa a sofrer compressão em seu ponto de herniação, o que
compromete o fluxo sangüíneo para o conteúdo herniário, pode levar à morte.
Essa situação é conhecida como hérnia estrangulada e, se persistir por muito
tempo, pode levar à necrose do conteúdo da hérnia. No caso de hérnia
encarcerada, a cirurgia deve ser realizada no menor espaço de tempo possível.
Já no caso de estrangulada, a situação passa a ser uma emergência cirúrgica.
O cirurgião geral, especialista em
cirurgia do estômago pela USP, Nilson Ribeiro, alerta os idosos que descobrem a
hérnia depois dos 60 anos. Segundo ele, nessas situações, o ideal é estudar a
patologia a fundo, visto que ela pode estar associada a problemas mais graves
na próstata ou no aparelho digestivo. "Não necessariamente uma pessoa da
terceira idade que descobre a hérnia vai ter outras complicações, mas é
recomendável uma melhor apuração", disse o médico.
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A Tarde, 01/11/2005 Local Saúde Carina
Rabelo, do A
Tarde On Line A empresa
Serviços Médicos e Cirúrgicos da Bahia, responsável pelos institutos de saúde
Sanatório Bahia e a Casa de Saúde Ana Nery, suspendeu a internação de
pacientes portadores de transtornos mentais nas duas unidades a partir desta
terça-feira, 1º. De acordo com o diretor do órgão, José Augusto Andrade, é
impossível manter as unidades em funcionamento com a diária de R$ 28 por
paciente concedida pelo Ministério da Saúde (MS). Andrade vai solicitar à
Justiça o Federal o descredenciamento destas instituições no Ministério da
Saúde. Andrade garante que a decisão não visa a uma negociação,
mas o total desligamento destas unidades. “É importante que fique claro que
não estamos pedindo reajuste nas diárias, pois várias negociações foram
feitas e nada mudou. Não acreditamos nas pessoas que elaboram as políticas de
saúde no país e em nenhuma promessa que venha do Pedro Gabriel Godinho
Delgado, o atual Coordenador Nacional de Saúde Mental do MS”, atacou José
Augusto José Augusto declarou que, para garantir o atendimento dos
pacientes, o MS precisaria aumentar as diárias para R$ 60, pois a demanda é
grande na cidade. Segundo ele, Salvador possui cerca de 90 mil pacientes que
sofrem de transtornos mentais e os hospitais Ana Nery e Sanatório Bahia
cobrem cerca de 61% deste total. Atualmente, as duas instituições estão com
cerca de 520 leitos ocupados. O destino destes pacientes ainda é incerto. “É
a justiça que vai decidir o futuro dos internos, não podemos garantir a
permanência deles”, afirmou a coordenadora do Sanatório Ana Nery, Isabel
Castelo Branco. No Ana Nery e no Sanatório Bahia são realizados cerca de 225
internamentos por mês. A Assessoria de Imprensa do MS afirmou em declaração
oficial que “o ministério não tem nenhum interesse no descredenciamento
destes hospitais e que já foi criado um grupo de trabalho para negociar novas
diárias para estas instituições”. Soluções Possíveis - De acordo com Paulo Gabrielli, Coordenador Estadual de
Saúde Mental, o estado vai tentar garantir a internação de parte dos doentes
nos hospitais públicos Juliano Moreira e Mário Leal, que dispõem de cerca de
40 leitos cada um. Segundo Gabrielli, a atual política de saúde mental
pretende transferir todos os portadores de transtornos mentais para os
Centros de Atenção Psicossocial (Capes). “O Capes não trabalha com internação de pacientes, pois o
objetivo é incluí-lo no núcleo familiar e na comunidade. Reconhecemos que, em
casos extremos, a internação é necessária, mas pretendemos fazer o possível
para diminuir o número de internações”, afirmou a Coordenadora de Atenção à
Saúde Mental, Célia Rocha. Atualmente, Salvador possui três Capes – Aristides
Novis (Brotas), Osvaldo Camargo (Rio Vermelho) e Álvaro Rubim de Pinho
(Itapagipe). Mas ainda são necessários 13 novos centros para atender à
demanda. Célia Rocha garante que o grupo de atenção à saúde do
município já solicitou ao MS a implantação de 13 Capes e 10 residências
terapêuticas, que serão distribuídos no Centro Histórico, Itapagipe, São
Caetano Valéria, Liberdade, Brotas, Barra, Rio Vermelho, Boca do Rio, Itapuã,
Cabula Beiru, Pau da Lima, Subúrbio Ferroviário e Cajazeiras As residências terapêuticas – com capacidade para até oito
moradores - vão funcionar como casas comuns onde poderão morar os pacientes
que estejam internados em hospitais há mais de dois anos e que não tenham
família para ajudar. “Não há um prazo estabelecido pelo MS para aprovar o
projeto e liberar os recursos necessários. Tudo depende dos trâmites internos
e da burocracia”, afirmou a coordenadora. O custo de implantação está orçado em R$ 10 mil para cada
residência e varia de R$ 30 mil a R$ 50 mil para cada centro. De acordo com
dados da Coordenação Municipal de Atenção à Saúde Mental, cerca 3% da
população de Salvador sofre de transtornos mentais graves e cerca de 20% pode
precisar de atendimento especializado. |
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Correio da Bahia, 31/10/2005
Aqui Salvador
Déficit de centros de transplantes prejudica renais
crônicos
Pacientes que encontraram doadores vivos esperam até
três anos para conseguir uma vaga em hospitais
Adriana Jacob
A ausência de um centro de
transplantes de rim no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) é
uma das dificuldades encontradas pelas mais de 3.800 pessoas que sofrem de
problemas nefrológicos na Bahia. Apesar de já ter prestado esse serviço à
população, o hospital da Universidade Federal da Bahia (Ufba) faz hoje apenas a
terapia renal substitutiva, a hemodiálise, e mesmo nesse caso, o potencial de
sua estrutura é subutilizado. A suspensão dos transplantes na unidade foi
pedida pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos da Bahia,
em 2004. Segundo a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde, um dos motivos
alegados foi a realização de apenas um transplante de rim nos últimos quatro
anos na unidade.
Em Salvador, esse tipo de
transplante é realizado somente em três hospitais particulares: o São Rafael, o
Português e o Espanhol, nos quais o procedimento também é feito pelo Sistema
Único de Saúde (SUS). Mas a demanda é maior do que a oferta de vagas. Em alguns
casos, pacientes que encontraram doadores vivos têm que esperar até três anos
para conseguir uma vaga e fazer o transplante. O resultado da espera, em alguns
casos, pode custar a própria vida do paciente.
"Existe realmente uma fila de
pessoas que já têm doador vivo, mas não conseguem marcar o transplante. Tivemos
o caso de um paciente que ficou três anos na fila com o irmão dele, que podia
ser seu doador. Nós o mandamos para São Paulo e ele fez o transplante em um
mês", afirma a presidente da Associação de Pacientes Transplantados da
Bahia, Márcia Chaves. "Ninguém sabe o que pode acontecer nesse tempo de
espera; ele pode adquirir algum problema e se transformar em uma pessoa
intransplantável", explica o diretor de convênios e pesquisas da
Associação dos Renais Crônicos da Bahia (Acreba), Gerson Barreto.
A subutilização das máquinas de
terapia renal substitutiva no Hupes é outro problema apontado pelo diretor da
Acreba. "A unidade de diálise do hospital possui 20 máquinas, mas apenas
30% delas estão sendo usadas. É um paradoxo, já que existe uma falta de vagas
na rede de nefrologia do estado para hemodiálise. Às vezes, o paciente fica
esperando para ter uma vaga e entrar no programa de diálise", diz Barreto.
O chefe da unidade de diálise do Hupes, Luiz José Pereira, reconhece o problema
e afirma que ele é causado pela falta de pessoal especializado. "Estamos
muito aquém do que poderíamos fazer por falta de funcionários. Só podemos
contratar através de concurso federal e, como não há concurso, não podemos
fazer contratações", afirma Pereira. "Não podemos atender sem o
mínimo exigido, que é de um auxiliar de enfermagem para cada quatro pacientes",
diz.
Na opinião de Gerson Barreto, a
demanda dos renais crônicos poderia ser melhor atendida caso o Hupes voltasse a
realizar os transplantes de rim e otimizasse o atendimento na diálise. "Os
hospitais universitários, em todo o Brasil, se tornaram uma válvula propulsora
no atendimento do paciente renal crônico, oferecendo excelência em pesquisa,
atendimento em urgência e emergência, além de realizarem transplantes. Acredito
que ele seja o único hospital universitário no país a não prestar esse tipo de
serviço", compara. Hoje, em todo o estado, não há sequer um hospital
público que realize o transplante de rim.
Criar um núcleo de transplantação
renal é justamente um dos objetivos do Programa Nefrobahia, desenvolvido há
dois anos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Apesar da proposta,
segundo o coordenador geral do programa, o médico Ernane Gusmão, ainda não há
previsão de data para a criação do núcleo. Mas as ações do projeto tornaram-se
uma das alternativas para os renais crônicos que precisam de atendimento médico
de urgência e emergência.
No Hospital Roberto Santos,
passaram a ser oferecidos serviços especializados em assistência ambulatorial,
emergencial, unidade de tratamento intensivo e semi-intensivo, além da própria
hemodiálise. "Temos ainda a única unidade de nefrologia pediátrica do
estado e a quinta do Brasil", afirma Gusmão. O Nefrobahia também tem
ramificações no Hospital Geral do Estado, onde há assistência intensiva ao
paciente renal clínico grave, hemodiálise e consultas na emergência. A iniciativa
é responsável por cerca de 1.400 diálises por mês no Roberto Santos, e cerca de
50 no HGE.
Antes do Roberto Santos e do HGE
prestarem esse tipo de atendimento, quem sofria de problemas renais graves era
obrigado a procurar emergências que não ofereciam tratamento especializado.
"Antes disso, muitas pessoas morriam. Aos domingos, por exemplo, quando as
clínicas que possuem equipamento de hemodiálise estão fechadas, caso essas
pessoas tenham uma crise, elas ficam desamparadas. Quem tem convênio é atendido
em suas clínicas particulares, que têm nefrologista e todo tipo de
equipamento", compara o diretor da Acreba.
Entender as razões pelas quais o
Hupes não oferece atendimento de urgência e emergência para os renais crônicos,
bem como a não realização de transplantes de rim no local, são alguns dos
pontos centrais do Fórum "O (des)compromisso do Hupes com a família renal
da Bahia", promovido pela Associação dos Renais Crônicos da Bahia. O
encontro vai ser realizado no dia 16 de novembro, às 9h, no anfiteatro do Hospital
Universitário da Ufba. "O objetivo desse fórum é trazer essa problemática
para estudiosos e representantes de entidades ligadas ao assunto, para que
possamos discutir as dificuldades e lutar pela revitalização da nefrologia no
Hupes", afirma Gerson Barreto.
***
Quase dois mil inscritos na fila
A fila para quem precisa de um rim
na Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos da Bahia tem hoje
1.904 inscritos. O número representa mais da metade do total de inscritos na
central para os diversos órgãos, incluindo fígado e córnea, por exemplo, que é
de 2.708. A coordenadora da Central de Órgãos alerta que não existe demora na
realização de transplantes que utilizam órgãos de pessoas mortas. Nesse caso,
existe uma prioridade, já que a operação tem que ser rápida. "Existem
equipes disponíveis 24 horas por dia porque os transplantes, nessas situações,
têm que ser feitos em, no máximo, 24 horas", afirma Ana Célia Queiroz
Bastos. A coordenadora da central diz que, nos casos das doações chamadas
"intervivo", ou seja, entre pessoas vivas, pode haver demora devido à
necessidade de realização de uma série de exames.
A oportunidade de realizar o
transplante, para muitas pessoas, acaba sendo encontrada fora da Bahia. Através
de um convênio com o hospital do rim e hipertensão, em São Paulo, e com o
Hospital Dom Scherer, no Rio Grande do Sul, a Associação dos Renais Crônicos da
Bahia vem conseguindo enviar, gratuitamente, via SUS, pacientes baianos para
realizar transplantes nesses locais. "Eles conseguem, inclusive, a
hospedagem gratuita, e a Secretaria de Saúde do estado doa as passagens",
diz Barreto.
***
HUPES
A reportagem do Correio da Bahia
tentou entrar em contato, por dois dias, com a direção do Hospital
Universitário Professor Edgard Santos, para saber as razões da suspensão da
realização de transplantes no local, desde 2004. Conseguimos falar com o chefe
da unidade de diálise do Hupes, Luiz José Pereira, mas ele não responde por
essa área.
A Tarde, 31/10/2005
Economia
Seguro
Planos de saúde
O aumento do emprego formal no País e a regulação do setor de planos de saúde
têm feito com que cada vez mais brasileiros busquem esse tipo de serviço
privado, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Dados do órgão
mostram que houve um aumento de 14,2% no total de usuários de planos de saúde
nos últimos três anos. Em 2003, o cadastro da agência registrava a existência
de 36,6 milhões de consumidores. Em 2005, já são 41,8 milhões.
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